quarta-feira, 5 de maio de 2021

Politiquices à parte, a minha junta é melhor que a tua! – Parte II

Se conseguimos alcançar algum lugar ou prestígio foi graças ao nosso esforço e dedicação perante algo que levou trabalho, mas que nos dá muito orgulho em fazer. O mesmo acontece aos estatutos das localidades por este país fora. Para falar destes assuntos a história é muito importante e deve ser sempre um fator relevante para a discussão destes temas. Se uma dada localidade é considerada freguesia é porque tem as características sociais, humanas e geográficas para o ser (o mesmo acontece em maior destaque para as sedes de concelho), mas a parte histórica tem uma força ainda grande, neste “país à beira-mar plantado”. Para perceber isso é ver o caso da cidade onde escrevo esta crónica. Portalegre é a sede de distrito com menos população, mas como é diocese, não perde o estatuto administrativo que lhe foi dado.

Mas focando-me no assunto que me traz aqui, relacionado com as uniões de freguesias e pegando nos aspetos que atrás referi, por um lado acho que não está de todo bem, tirarem o estatuto de freguesia às localidades, pois terá consequências a curto e longo tempo relacionadas com assuntos burocráticos e que vão levar a outros tantos problemas, por vezes situações que podiam ser solucionadas de imediato ou que nem deviam existir. Para além disso uma característica das populações das freguesias mais rurais é o “bairrismo”, ou seja, sempre existiu aquela picardia entre terras, devido as suas culturas e tradições e a ideia de se juntar “alhos com bugalho” não era muito bem vista (e ainda assim continua). Temos de ver os dois lados da balança e por isso até em algumas situações foi bom isso ter acontecido, pois com a ajuda dos dois lados, podia-se resolver com mais eficácia certas deficiências que as populações encontravam.

Embora seja algo que já vem de 2013, continua a ser algo sempre discutido e assunto em cima da mesa e embora nalguns casos até se estabeleceram boas relações, noutros ainda continuam o seu luto e luta para que a terra que os viu crescer seja independente, numa altura em que o poder local tem grande importância para que as regiões não sejam esquecidas e estejam sempre representadas pelos seus.

O governo central tem grande peso sobre algumas decisões locais, por isso era algo que podia ser sempre melhorado, nunca esquecendo as características de uma dada localidade para que ambas as partes (população e instituições governamentais) se complementem.

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