quinta-feira, 24 de junho de 2021

Questões dos vinte e dois

Sempre me conheci “festeira”, como se costuma dizer. Comecei a sair cedo, com cerca de 14/15 anos, talvez porque tenho um irmão mais velho que depois de alguma insistência passou a levar-me com ele, até chegar à idade de sair sozinha.

Nessa altura conhecia pessoas e fazia amizades com alguma facilidade, mas desde os meus vinte anos (talvez?), que gradualmente fui perdendo a paciência. Fui-me tornando mais introvertida, e neste momento não tenho pachorra alguma para ficar até às cinco da manhã a conviver com pessoas que na maior parte das vezes não me interessam, não fazem parte do meu núcleo de amizades, nem tampouco têm algo que me acrescente. Então porquê insistir? Comecei a perceber esta realidade no início do ano. Quem disse que o início do ano não traz mudanças? Pois para mim trouxe. Aceitei que estou a entrar na idade em que não faço fretes, nem vontades alheias para agradar a outrem, há dias que me apetece sair, há dias que me apetece ficar em casa a comer chocolates e a ver uma série. 

Faz tudo parte de uma coisa chamada VIDA.







quarta-feira, 23 de junho de 2021

" - Agora é tudo assédio!"

Sou defensora dos direitos das mulheres, feminista assumida desde que comecei a ter alguma noção do que se passava a meu redor. Temo que este seja um assunto polémico, mas nos últimos dias este é um tema que tem tido algum destaque, e que é comentado e divulgado quer através de órgãos oficiais de comunicação, como das redes sociais. Várias figuras públicas, a maior parte do sexo feminino têm vindo a denunciar e tornar público casos de assédio sexual, a sua maioria, no trabalho.

Ao ler a caixa de comentários dos referidos órgãos de comunicação, fico com o parecer de que continuamos a viver na pré-história, saltam-me à vista comentários de uma agressividade tremenda, e o mais preocupante é que muitos destes comentários são derivados de mulheres, aliás, mulheres que com quase toda a certeza, se fizerem uma retrospetiva da sua vida, já foram assediadas pelo menos uma vez.  

Trata-se de ser empático e de nos colocarmos no lugar do outro. Para mim é preferível defender uma suposta vítima, e esta poder estar a mentir, do que pelo contrário, defender um agressor e este ser culpado. Mas isto, relembro, trata-se da minha opinião.





Só no Alentejo

 O Alentejo, onde nasci e cresci está no meu coração. Apesar de adolescer livre das regras impostas pela agitação da cidade, este local nunca foi uma preferência (até então) para residir e construir o meu futuro, talvez por continuar a existir uma descumunal falta de oportunidades, mas também por ser jovem e acreditar na potencialidade de desenvolvimento que tem a minha vila, e as que a rodeiam, e por ficar dececionada com o desinvestimento que perdura por parte dos sucessivos governos, e com o desinteresse em melhorar e desenvolver a zona, quer através do aumento de transportes públicos, postos de trabalho ou até do investimento em projetos inovadores que possam existir.

Nada disto parece ser uma prioridade e estamos em constante retrocesso, até porque há dias li no jornal Público, uma notícia onde era referido que a IP – Infraestruturas de Portugal, SA, pretende demolir as Estações de Alcáçovas e Alvito, “no âmbito da Modernização do Troço da Linha do Alentejo entre Casa Branca e Beja. A IP justifica a intenção, tendo em conta o adiantado estado de degradação e as condições de habitabilidade, entre outros aspetos, pretendendo que estas sejam substituídas por um abrigo em cimento.”, resumindo isto para bom entendedor, não só vão demolir as estações que datam o século XIX, como vão destruir histórias e impedir que futuras gerações conheçam os seus antepassados e o seu património. Tudo isto porque ninguém quer ser responsável pela recuperação das estações, sendo que se torna mais fácil destruí-las.

Pensemos em como os nossos avós, bisavós e gerações mais antigas se sentem ao saber que vai ser destruído um lugar por onde já passaram centenas de vezes, um lugar de onde muitos podem ter partido inundados de lágrimas com a esperança de alcançar uma vida melhor, fora do interior do país.

Vamos fazer mais pelo Alentejo.





A despedida

Estava aqui a pensar num tema para escrever na minha última crónica, pelo menos por agora, e pensei, o que pode ser melhor que uma despedida? Então sim, nesta crónica irei me despedir de vocês e falar sobre o quão difíceis as despedidas conseguem ser.

              Porque é que as despedidas são sempre ou quase sempre difíceis? No momento em que estamos a nos despedir de alguém até parece que não conseguimos viver sem aquela pessoa, é sempre um momento triste. Lembro-me da despedida da minha família quando tive de vir para Portalegre, descrevo aquilo como um mar de lágrimas vindos da minha mãe e da minha irmã, e um peso no coração deixado ao meu pai. Confesso, acho as despedidas um pouco picuinhas, isto até pode parecer um pouco “frio”, mas se pensarem bem, as despedidas são formadas por, alguém que vai fazer a sua viagem, muito geralmente feliz, e por outras pessoas que não saem de terra a chorar ou extremamente tristes porque aquela pessoa vai sair de casa para ir 1 semana a Espanha, por exemplo. Ok, estou a perecer contraditória, calma, eu explico, sim, eu também acho as despedidas tristes e difíceis, mas acho-as picuinhas porque as pessoas ficam ali à beira da pista de aterragem a ver a pessoa a entrar no avião, enquanto choram ou entristecem, isto para mim não faz sentido, uma despedida devia ser algo rápido, deixamos a pessoa no aeroporto e vamos embora, não há necessidade de nos massacrar e ficar ali a observar a pessoa a subir as escadas até ao avião.

              E agora vem a minha despedida, pelos vistos esta pode ser a última vez que vos escrevo algo, não vou mentir, estava a ficar sem ideias, mas gostei imenso da experiência de ter de publicar crónicas num blogue, acabei por descobrir que até sei escrever crónicas, a início achava que não ia conseguir, nunca tinha escrito crónicas, nunca tinha publicado assim de 2 em 2 semanas algo, acabou por ser uma amostra do que pode vir a ser o meu emprego no futuro. E assim despeço-me com a minha última crónica, até uma próxima.

À vida!

    Cá estamos mais um dia, mais um dos que tomamos como garantidos na certeza que temos da vida, em que nos aborrecemos pela monotonia e nos entristecemos pela rotina.

    Acordamos e ganhamos coragem para sair da cama, do quente dos lençóis para o frio que faz lá fora. A pele arrepiada só nos faz relembrar da vivacidade, do tanto que temos sem nos apercebermos. 

    Ninguém é de ferro, mas todos temos resiliência. É inacreditável tamanha força, que nos faz erguer perante todos os obstáculos, que nos faz tentar encontrar sempre a luz ao fundo do túnel. 

    Somos humanos, temos a capacidade de pensar, de amar como loucos, de perdoar, sentir, ouvir, tocar e ser tocados. A capacidade de agir, assumir, ter e poder ser.

    Temos uma infinidade de coisas, até já não as termos, até já não podermos, até deixarmos de ser. Portanto chega. Chega de adiar o tal café, chega de desculpas esfarrapadas, chega de viver pela metade.

    Somos humanos, temos a capacidade de pensar, por isso pensemos, aproveitemos e vivemos. Que depois de irmos só resta saudade. 

Irritações #3

     Todos falam e falam e falam e não me dizem nada. Não sei se é de mim ou se por vezes toda a gente sente o mesmo, mas desta irritabilidade constante surgiu uma falta de interesse tão grande que nada me cativa e não me consigo sentir aqui. Logo eu, que adoro conversar e ouvir conversar, agora não ando a sentir o prazer que antes sentia ao fazê-lo.

    Antes ouvia frases completas, opiniões que me soavam tão interessantes e desafiantes. Agora parece que só oiço letras, palavras soltas que em nada me tocam e nada me dizem. Sinto-me tão distante de tudo que já nem sei o que pensar. As conversas do café não me sabem a nada, as lições de moral só me trazem raiva, e as palavras de amor não me aquecem o coração. Como é que andar tão irritadiça me muda completamente a lógica de pensamento? O que é que se anda a passar comigo?

Irritações #2

     Ando à beira de um crise existencial cada vez que este assunto surge em alguma conversa, ou na minha cabeça. Antes de tudo vamos todos tirar um momento para refletir e pensar com cabeça, se fazem o favor: A vida não era tão melhor na altura em que não sabiam nada sobre redes sociais, e não sabiam os pormenores ridiculamente desinteressantes da vida de outras pessoas? Talvez já haja muita gente que não conhece essa vida “pré redes sociais” mas eu, mesmo sendo jovem e da geração em que se deu o grande crescimento das tecnologias, ainda vivi bastante tempo sem saber o que era ir todos os dias à internet, ao telemóvel, aos instagrams da vida e, portanto, à vida dos outros. Entretanto deu-se este “boom” das redes sociais e fui-me habituando, como a maior parte das pessoas, a não saber o que é não ir um dia às minhas redes sociais, a não saber o que é não ver a vida dos outros durante a maior parte do meu dia.

    O principio das redes sociais é uma ideia excelente, a aproximação da sociedade e facilidade de acesso a informação que trazem na teoria é incrível, mas na prática não acho que funcione assim tão bem. Eu sinto-me uma parva por ser tão viciada nessa porcaria, que sim, é mesmo uma porcaria. Mesmo não querendo, mesmo tentando afastar-me desse mundo, atualmente as redes sociais estão em todo o lado e isso anda a enraivecer-me de uma forma que não consigo sequer pôr em palavras.

    O que é que andar a ver que a não sei quantas está a comer um gelado na praia e o não sei quantos está com os amigos no carro traz à minha vida ou acrescenta à minha pessoa?

O tempo não para

 É uma frase feita e parece clichê, mas de facto é das mais pura das verdades, o tempo não para. Como é possível já estarmos em junho? Como é possível o 2º semestre já estar quase a terminar? Mesmo ontem estava a candidatar-me aos exames nacionais e agora já estou no final do 1º ano de licenciatura? Alô? Tempo? És tu? Vai devagar, homem. Que pressa é essa? Ai faculdade, faculdade … o quanto eu te desejei. O quanto eu queria sair da Nazaré e que agora só quero voltar.

Agora que já passou quase um ano, olho para trás e penso que tudo poderia ter sido diferente ou, então, não. A Carolina, tímida, que “aterrou” em Portalegre, cheia de sonhos, que não conhecia ninguém, que não queria que olhassem para ela, que não a julgassem, cheia de medos, que acabou por se desiludir com o curso, hoje é uma menina-mulher que deixou todos os medos, as criticas, as opiniões de lado. Querem falar? Falem. Não faz mal falarem. Ao falarem dizem mais de vocês do que de mim. 

Apesar de serem tempos estranhos, são tempos de aprendizagens, lições, risos, choros, idas e vindas, estudo, galhofa, entre tantas outras coisas. 

Não sei o que o futuro me reserva, mas de uma coisa tenho a certeza, estou a viver um dos momentos mais felizes da minha vida, ao lado das pessoas que estavam destinadas a caminhar lado a lado comigo nesta jornada; são mesmo as que mais gosto, os mais especiais, os que quero levar comigo até ao resto dos meus dias. 

Agora é tempo de recarregar baterias junto da minha família e dos meus amigos, porque se o tempo não para, entretanto o segundo ano já me está a bater à porta. 


Obrigada Portalegre, por tanto.

 




Carolina Estrelinha 









Valorizem todos os cursos e profissões

    Todos nós já ouvimos algum pai ou mãe a dizer que gostava imenso que o seu/sua filho/a fosse médico, já ouvimos aqueles pais orgulhosos porque os seus filhos são médicos, e todos nós já ouvimos alguém a desvalorizar as outras profissões, ou cursos só porque não são medicina ou direito ou algum curso para um cargo importante. Todos nós já ouvimos alguém a dizer que humanidades é o curso para fugir a matemática.

    A verdade é que muitos pais esperam que os seus filhos sejam aquilo que eles mesmos sempre quiseram ser, ou seja, querem que os filhos sejam a projeção do que eles poderiam ter sido um dia. E muitas vezes quando os filhos mostram que querem algo totalmente oposto ao que o pai ou a mãe sonhou que ele ia ser, acaba por criar desentendimentos em muitas famílias, gerando brigas entre filhos e pais.

    Na minha opinião, isso é algo que para mim não passa de uma idiotice, porque por mais que os pais queiram que o filho tenha um cargo muito importante e bem favorecido, o filho irá crescer e acabará por ter as suas preferências, e quererá fazer as suas escolhas, que muito provavelmente serão diferentes das dos pais. Portanto, não vale a pena tentar "obrigar" os filhos a serem aquilo que desejamos, ou que um dia sonhamos em ser.

Isto não é uma despedida

 

Nada disto era minimamente expectável. Todo o ânimo e toda a amizade. Na minha terra era tudo bom, mas tão diferente. Agora tenho o calor de uma cidade. Nunca passo frio!

Como pode um instituto ser tão grande e agregado. Olho para mim e vejo um futuro.

Pergunto me diversas vezes de que como é que passou tudo tão rápido, parece que foi ontem o primeiro dia em que cheguei aqui todo inseguro sem conhecer ninguém, sinto me estranho e nostálgico ao mesmo tempo por tudo ter passado tão depressa, quando dou por mim estou a recordar as primeiras impressões que tive de toda a gente que conheci e vejo o quanto evoluiu, umas corresponderam as minhas expectativas outras não, mas é mesmo assim a vida “não se pode agradar a todos” sempre ouvi dizer, tal como eu também devo ter pessoas que não lhes agrado.

Houve altos e baixos, nem sempre tudo foi um mar de rosas, mas também é normal experimentem viver numa residência com 200 macacos com personalidades completamente diferentes, é como se fosse um reality show, mas valeu a pena pois conheci pessoas que espero levar para o resto da minha vida.

Esquecendo os maus momentos, os bons prevalecem e são esses que vou levar sempre comigo e recordar.

Isto não é uma despedida, mas sim um até já. Em outubro já regressarmos para mais um ano letivo e logo, logo, estaremos todos juntos com o canudo na mão a festejar, enquanto não chegar esse dia vamos ter que nos aturar uns aos outros e por muito que de vez em quando nos fartemos ou reclamemos, a realidade é que “gostamos mais disto que batatas fritas”, já faz parte do nosso dia a dia.

Por isso preparem se para a próxima edição!

Mais um dia...

 

Saio da cama. Toda a existência podia ser concentrada no meu quarto; neste momento tudo o que não me assiste pode passar por pura e materialmente acessório. A vida poderia ser reduzida a um paradigma, ao meu paradigma, que em nada resultaria uma alteração substancial da experiência. Resumir tudo a uma visão pode ser altamente redutor e roçar o pequeno. Mas em todo o caso, a minha pequenez resignada não mudaria.

Ontem, hoje e amanhã sinto o peso pesado que é a vida. Cada gota de suor que me cai, cada cigarro que eu fumo não passa de uma tentativa de me acordar. Entorpecido nasci, cresci. Entorpecido morrerei.

Agora levanto me e coloco a mais falsa das máscaras. Sinceramente reconheço, como todos os outros reconhecem, que sou um gajo simpático e bem-disposto. Um gajo que prima pela sua capacidade de se conformar com as vicissitudes mais aberrantes que me assombram. Fácil seria fazer o exercício de ter uma pequena nuvem que me seguisse como uma auréola, todo o dia e toda a noite, inundando-me de chuva e tristeza. Mas em nada seria o meu comportamento diferente.

Primo não pelo ótimo, mas pelo conformismo. A vida passa quer eu queira quer não, mas hoje sou o que sempre quis ser. Um passageiro no comboio que é a vida. Destino incerto, indeterminável. Mas ao menos estou num bom comboio penso para comigo.

CHEGA!

 

Dou por mim mais uma vez sem saber o que escrever, quando me deparo por uma cena que assisti, ia uma rapariga a passar na rua quando de repente passa um carro cheio de rapazes e começam a mandar piropos, ela até podia estar de saia, calções ou um vestido...ninguém tem de dizer esse tipo de comentários, são absolutamente desnecessários.

As pessoas que o fazem não tem consciência nenhuma do quanto isso pode afetar alguém, o facto de uma mulher deixar de se sentir confortável ao andar sozinha na rua com receio que possa ser assediada.

Nem sempre parte apenas de rapazes mais jovens, mas também de homens mais velhos, muitas vezes com idade para serem pais ou avós o que se torna ainda mais repugnante.

Sinto me assim como homem respeitador que sempre fui, envergonhado ao assistir a este tipo de situações em que muita das vezes não consigo fazer nada.

 As mulheres têm o direito de se vestirem como querem sem terem que ser alvo de críticas ou piropos. Devem ser respeitadas e não humilhadas, a liberdade dos outos acaba quando estão a invadir a nossa.

Adjetivo: Susana Trindade

 

Susana Trindade

Susana Trindade adj. | n. m. | interj. | adv.

Su·sa·na Trin

·da·de

(talvez do português convencida)
adjetivo

1. Semana atribulada onde estamos atolados de trabalho que não está concluído apenas porque decidimos adiar e procrastinar


2. Semana atribulada onde estamos atolados de coisas para fazer porque pensámos que os dias tinham 48 horas então decidimos (a pessoa em questão e o próprio cerebro que conseguimos fazer tudo)


3. Peça de roupa, acessório ou calçado que está entre o ousado e o piroso. Algo que seria exclusivo para situações específicas mas a pessoa que dá nome ao adjetivo usaria no dia a dia sem problema algum.


Antes que se pense que sou egocêntrica há que analisar os meus dias e as minhas semanas. Depois, há que me conhecer porque se me conhecerem percebe-se logo a verosimilhança deste adjetivo. Por fim, caso haja alguma reclamação há que falar com a futura senhora Doutora Margarida Parente, membro do clube restrito de amigas da Susana Trindade (talvez referir-me a mim própria na 3ª pessoa queira dizer muito sobre mim). A Margarida é a criadora do adjetivo e alguma reclamação que tenham a fazer é com ela: a primeira razão é porque ela anda a estudar Direito e a segunda é porque não tenho tempo.



Meu querido mês...de JUNHO

 


    Sempre que chega Junho fico muito nostálgica. Os meus curtos 20 anos (quase 21) estão cheios de muitos JUNHOS felizes. Sempre tive a mania que era esperta, desde pequenina, e nesta altura havia sempre a festinha da escola. A pequena estrela, que era eu (ou pensava que era), mal dormia quando sabia que o fim do ano se estava a aproximar e não, não era de todo por terminar as aulas porque até há bem pouco tempo eu era a menina certinha que gostava da escola e tinha boas notas- olhando para trás eram só razoáveis mas não interessava de muito porque nas reuniões apenas comentavam o facto de eu não me calar (e era só o que a minha mãe ouvia durante uma reunião inteira de entrega de notas).

    Voltando à  retroespetiva do mês de Junho, eu era mesmo feliz. Na festa de final de ano eu fazia questão de apresentar. Sentia-me mesmo bem com aquelas borboletas na barriga e a falar para todas aquelas mães babadas. Logo desde pequenina. A partir do 5o ano já era algo mais a sério e toda a escola parava para preparar o arraial. Eu tenho mesmo saudades de andar à escola em Monforte. A vida podia não ser perfeita, mas era muito bonita.

    Mais tarde, no secundário já não era tão importante mas eu continuava a encarar esta altura como o fim de um ano e se me deixassem até comprava as passas (não gosto de passas mas essa superstição podia aceitar 12 golos de vinho) e lançar os foguetes. 


Agora, alguns anos depois continuo a sentir as mesmas borboletas...e infelizmente já não estou à frente de todas aquelas mães babadas. Agora a única mãe babada é a minha pois sabe que todos os anos, por coincidência ou não, Junho é sempre um mês muito importante para mim e este não é excepção. Não sei como será o próximo mas gostava que me permitisse voltar a assistir a minha escolinha parar para realizar o arraial. Cresci e não dei conta (muito menos fiz tal pedido). É estranho. 



terça-feira, 22 de junho de 2021

Para o meu avô

 Este pequeno desabafo foi escrito a 17 de janeiro de 2015, às 00:33

Tinham passado 3 dias desde a morte do meu avô e eu na altura com 14 anos precisava colocar em palavras o que se passava na minha cabeça. Apenas a minha família leu...até hoje


    Então, como está o senhor'" Nos últimos tempos esta era a minha primeira frase ao vê-lo.

    É nestas alturas que nos apercebemos da força das palavras e os sentimentos que transmite. Todos aqueles "Sabes que estou aqui", todos os "sabes que podes falar comigo", os "se precisares de falar basta ligares-me", todo este apoio tem a força de fazer com que este momento seja um pouco menos difícil.

A sua paixão pela música faz-me pensar que na vida real a teoria não nos serve de nada, pois o avô não tirou nenhum curso para ser avô, para ser pai, para ser marido, para ser Homem. Sim, Homem com letra tão grande assim como o seu sorriso, sempre sincero.

Foi e será sempre um grande homem, um grande marido, um grande pai e um grande avô. Gostava que estivesse aqui para me ver crescer, a mim, à mana, ao Santiago, à Leonor, à Madalena, ao João Pedro, à Ana e ao primo que aí vem. Gostava que visse mais um Satisfaz Bastante meu, gostava que visse as fotografias da viagem que tanto estou a "trabalhar" para conseguir, gostava que visse, quiçá, eu a acabar a universidade, futuramente a minha casa, e quem sabe os meus filhos. Mas já não pode. Não está comigo mas sei que estará sempre a ver-me a cometer os meus erros e as minhas boas ações.

     A sua partida repentina deixou todos os que o amavam em choque. Poderia ter sido um dia qualquer, mas não depois da sua melhora a olhos vistos. Aquela quarta-feira será sempre recordada como "o dia em que partiu o homem do bombo" ou "o dia em que partiu o homem do assobio", talvez "o dia em que partiu o João Fino".

     A avó tem muita força, com a nossa ajuda ela vai conseguir. O relógio já está a funcionar e as saudades de si começam a apertar. Não sei se fui a neta que gostava, mas tentei. Tentei e vou continuar a tentar para que aí de cima me mostre o seu sorriso e se sinta orgulhoso.

    Talvez todas as lágrimas que hoje saíram da cara daqueles que o acompanharam no funeral foram, outrora, sorrisos que essas mesmas pessoas deram por o ver.

    Nunca esperei que fosse embora tão cedo, mas finalmente parou de sofre. Precisamos que olhe por nós e que nos ajude, coisa que sempre fez.

    Tenho pena que todas estas palavras não tenham a força de o trazer para nós.

    Só me resta despedir, de uma forma tão estranha e tão vazia, ainda que o meu coração esteja cheio de bons momentos consigo.


Adeus avô. Fique bem.

Daniel Oliveira e Alta Definição: Manipulação emocional?

     Creio que já todos tenhamos visto o famoso programa do canal televisivo da SIC, “Alta Definição”. E se nunca viram um episódio completo, creio que já tenham passado por um daqueles clips que costumam aparecer na página inicial do Facebook ou nas tendências do YouTube, maioritariamente devido a uma parte em que um dos convidados revela algo extremamente pessoal.

O programa é apresentado pelo diretor do próprio canal, Daniel Oliveira, que há não muito tempo se viu envolvido num escândalo de supostas agressões sexuais. Composto por episódios de cerca de 40 minutos, o programa é centrado em duas personagens; Daniel Oliveira, que conduz a entrevista, e um convidado que de alguma forma está ligado ao grande ecrã.

Várias personalidades da TV que de alguma forma estão ligadas ao mundo da arte são frequentemente convidadas a aparecer no programa, sempre com a condição de expor algo das suas vidas pessoais, como por exemplo: como corre a vida, como correu, e o que correu bem e menos bem, e o porquê.

Há quem olhe para o programa como um ato de coragem e pense “Epa, é mesmo bom”; “Que bela história de vida” ou “Coragem para vir contar uma coisa destas”. Mas isto não é serviço público, de maneira alguma. Até que ponto é que os convidados não se sentirão desconfortáveis a expor o seu lado mais pessoal para milhões de pessoas? Ou, até para a grande maioria que por ali passa, até que ponto é que se sentem confortáveis a contar o seu lado mais pessoal para o seu chefe?

Envolvendo lágrimas (se são de crocodilo ou não, não sei) até sorrisos, o que é verdade é que o famoso programa já está no ar desde 2009, com mais de 500 entrevistas. E não é que seja uma obrigação os convidados participarem, mas além de eu não acreditar que não haja uma única pessoa que se tenha sentido desconfortável com tamanha exposição da sua vida mais pessoal, a verdade é que aquele programa é um golpe de génio de escalada na carreira.

O telemóvel de Daniel Oliveira está cheio de gente rica e influente que sente ter uma relação íntima com ele porque já os fez chorar. Manipulação emocional deles e do público. Assédio ou não, é sinistro que dói.


Francisco Tomé



Época Dourada

Desde a minha infância que ouço dizer que ser do Sporting CP é ser diferente. Apesar de muitas vezes não ganharmos nada, nunca foi motivo de os adeptos voltarem costas ao clube. 

Foram muitas as polémicas ao redor desta instituição. Durante anos houve de tudo, mas não vale a pena mencionar, porque todos sabem do que se trata. 


O Sporting Clube de Portugal nasceu em 1906, predestinado a alcançar grandes glórias. Prova disso foi esta época de ouro que, apesar de um ano atípico, muitos achavam que não ia dar certo. 

Hoje somos, de longe, a Maior Potência Desportiva Nacional com milhares de títulos conquistados. 

Uma época de sonho para todos os sportinguistas, mas principalmente para mim, para o meu amigo João e para a Ana Filipa, que foi como se tivéssemos ganho o Euromilhões. Ao longo da temporada, fomos jogo a jogo esfregar o “3 a 3 a somar (…)” aos nossos amigos de clube rival. Foram meses de conversas sobre futebol, no entanto depois de tantas críticas uns aos outros, de chatices saudáveis, de gozos, de apostas ganhas e perdidas, nos apercebemos o quão bom é isto de “sentir o desporto”. 


Ficam as histórias escritas pelos leões do atletismo, do basquetebol, do futebol, do futsal, do hóquei em patins, do râguebi e do voleibol. Já dizia Pedro Gil na vitória do Hóquei em Patins: “É um ano verde e branco e acabou em grande”. 


A todos os sportinguistas, venha quem vier, os títulos deste ano nunca nos irão tirar. 


Ao Tiago, à Carlota e ao Nuno só queria dizer que para o ano há mais. 


 Carolina Estrelinha





Não é normal os bebés conseguirem fazer tudo … O #drama, o #horror, a #tragédia.

 

Na quarta-feira o país acordou sobressaltado com a notícia que Noah tinha desaparecido; o menino de dois anos que vive no campo e que saiu de casa pelo próprio pé. Foram necessárias 36 horas para que fosse encontrado e está, assim, de volta à sua família e a sua casa. 


Há uma coisa que povo português não entende, mas que terá mesmo de parar, pensar e, definitivamente, perceber: as investigações, quer no momento do desaparecimento quer sejam posteriores, são trabalho das autoridades competentes e não vosso, pessoas. 

Eu acho que não fui a única, porém desde quarta-feira que as redes sociais metiam nojo, desculpem o palavreado, mas de facto não é possível trocar por outro, porque foi mesmo o que senti ao ler os comentários dos hipócritas de plantão. Começo a achar que vocês tiraram o curso de criminologia, enquanto assistiam ao CSI. 

Depois de tanta estupidez do tipo “uma criança de dois anos não sai de casa sozinha”; “não se veste, nem se calça”; “não vai passear o cão”. Ai vocês e as vossas teorias… cansam, é verdade, cansam mesmo. 


Existem coisas que não consigo entender, que passam pela parte em que algum jornalismo de treta lança uma notícia onde refere: “Entre os dois e os três anos não é habitual que uma criança se consiga vestir sozinha. Calçar-se também não é expectável. Mais: dificilmente tem o desenvolvimento motor e psicológico para sair de casa.” (Disponível na edição do Expresso). Irra, que até existem jornalistas do século passado… não dá, sinceramente.

Nem sei como hei de começar, visto que foi e continua a ser um tema polémico, mas vamos a isto. 

Para os jornalistas que lançaram esta notícia só vos queria dizer uma coisinha… Sim, as crianças de dois anos são capazes de se calçarem, de se vestirem, de descer escadas e de conhecerem os seus limites. Sabem qual é o problema? É que os adultos não lhes dão os devidos créditos. 

E mais, há crianças que cozinham, mexem em facas, estendem roupa, tiram a louça da máquina, colocam a mesa, tudo isto com a supervisão dos pais e não venham com coisinhas de que isso é exploração! Menos! E muitas mais coisas que agora não tenho tempo de mencionar. 

Quando o ser humano deixar de dizer que as crianças são incapazes de fazer tudo, então é caso para dizer que as mentalidades estão mudadas. 


Alimentar juízos de valor não é ético, senhores jornalistas. 




Carolina Estrelinha 








Irritações

 

    Ando muito observadora, calada e no meu canto e acho que foi isso que trouxe a minha irritabilidade a andar aqui tão à vontade à flor da pele . Costumo ser uma pessoa calma e descontraída, mas sou também bastante assertiva, e tenho muito pouca tolerância para coisas burras. E chamo burras mesmo sem nenhum peso na consciência - já avisei que ando bastante irritadiça, agora vou aproveitando isso como desculpa para dizer o que me sai sem pensar.

    Apesar desta pouca tolerância constante continuo a ser só observadora e a guardar as minhas irritações para mim. E é por isso que decidi fazer este texto, que provavelmente se irá transformar numa rubrica de irritações do meu dia-a-dia, se é que alguém tem interesse nisso. Sinceramente nem me importa, caso tenham ou não interesse vou escrever na mesma, porque andar a acumular esta frustração dentro de mim não me aquece a alma.

    Começo por falar só disto, do quanto ando a observar e só vejo parvoíces, do quanto ando a ver o mundo virado ao contrário, do quanto uma conversa no autocarro entre duas pessoas que nenhuma relação têm comigo me suscita uma raiva interior de começar partir tudo à lambada, do quanto me irrito comigo mesma por me irritar tão facilmente.

Será o verão apenas uma estação?

 

Quando questionamos principalmente os jovens, de qual é a sua estação favorita do ano, a maior parte irá eleger o verão, mas já alguém se questionou porquê? Ainda não tinha pensado nisto, mas visto que o mesmo teve início ontem, num dia em que ironicamente choveu, este tema surgiu numa conversa de café. 

Será por causa da temperatura? No verão, sobretudo no interior do Alentejo, onde vivo, está um calor insuportável, as pessoas transpiram, na realidade vamos admitir que cheiramos todos pior, há dias que se torna mais fácil sobreviver a um apocalipse do que a um dia de verão às 14h. Imaginem o que seria se a quarentena se desse no verão? Em vez da correria para comprar papel higiénico, seria para comprar ares-condicionados. 

Pelo contrário, no inverno estamos todos melhor vestidos, perfumados, ninguém transpira, nem derretemos a cada dois passos dados.

Então qual é o motivo pela preferência do verão? Acho que a preferência é derivada do que esta época nos traz, o verão vai muito além de uma estação do ano, a maior parte de nós, jovens, entra de férias, os dias tornam-se maiores, as noites mais agradáveis, lembramo-nos das saídas com amigos e idas à praia, não há preocupações.

 Então o verão deixa de ser só uma estação do ano, e passa a ser uma época feliz e de boas recordações, apesar de eu continuar a preferir o meu inverno à lareira, mas lá está, são gostos. 

Além Do Mar

 

Além Do Mar

 

Ao longo das crónicas que tenho escrito penso que se evidencie bem a minha paixão pelo mar, o meu hobby favorito é simplesmente estacionar o carro numa colina e ficar a admirar o mar em toda a sua extensão, e por vezes, pergunto-me a mim mesmo (como se fosse um grande sabichão), o que é que existe para além do mar? Ora bem, esta é uma pergunta para um milhão de euros e acho que ninguém sabe ao certo, muitos cientistas dedicam a sua vida inteira à descoberta do que existe nas profundezas dos oceanos e todos morrem sem o saber ao certo, e quem seria eu para o saber, apenas mais um simples ser humano a pensar nos dilemas da vida enquanto disfruto do meu cigarro à beira-mar. E quando acaba o cigarro fico apenas a existir, a pensar e a pensar sobre o que o ser humano desconhece, é um tema mais do que interessante que apenas os céticos não gostam de aprofundar, todas as teorias que existem merecem uma oportunidade de serem confirmadas ou refutadas, por vezes desejava que já tivéssemos tecnologia para saber mais sobre alguns destes assuntos, sinto-me apenas mais um ignorante num mundo repleto deles, apenas mais um burro a olhar para um palácio sabendo que a verdade está a muitos anos de distância.

Como o tema desta crónica é o mar, vou aprofundar algumas destas teorias em que penso e que têm a ver com o “grande azul”, acho que todos temos conhecimento de que a posição da lua influencia as marés, mas será que nunca ninguém pensou que poderia ser um fenómeno que não se pode explicar com mera ciência? Existe algo de espetacular e ao mesmo tempo muito intrigante neste acontecimento. Uma teoria da conspiração que me fascina e é das mais conhecidas internacionalmente, é o triângulo das bermudas, um triângulo constituído por três linhas imaginárias que é quase como um buraco negro dentro de água, são várias as histórias de desaparecimentos reportados tanto pelas marinhas como pelas forças aéreas de alguns países, alguns cientistas tentam provar que naquela localização existe uma grande força magnética natural que atrai as embarcações para esse abismo, mas eu prefiro acreditar no lado misterioso da história. Aliás, se não existisse ninguém que preferisse o lado misterioso ao lado científico o mundo perdia a sua graça, se todos preferissem uma explicação lógica, provavelmente seriamos apenas seres opacos, sem conteúdo imaginário.

A minha estrela guia.

Queria começar por mencionar nesta crónica que detestava tudo o que era animal, bem detestar não é a palavra adequada, é mais do género quanto mais longe, melhor. A minha mãe sempre gostou muito de animais, aliás os preferidos dela são os cães, de preferência pastores alemães que são aqueles que mais detesto. O que fez a fofinha da minha mãe? Sim, arranjou 2 cães, pequenos, mas cães. Ao menos eram pequeninos. Nunca fui muito chegando aos cães. A teimosa da minha mãe era insistente sempre quis animais lá em casa, acreditam que a minha mãe ainda arranjou uma tartaruga, caturras e um peixe? Para dizer a verdade a minha mãe conseguiu que eu gostasse de animais. Quando eu sempre pensei “animais e eu, nunca”.

Bem, vou-vos contar como comecei a gostar. Foi numa das muitas tentativas da minha mãe. Lembro-me de tudo daquele momento, foi num dia nublado como o de hoje, pensei que fosse mais um dia normal, estava lá eu com a minha cara de enjoado a saber que a minha mãe ia levar mais um animal para casa. Estava sentado numa espécie de muro, até ao momento que passou por mim uma pequena bola de pelo, do tamanho da palma da minha mão e de olhos azuis. Eu, olhei para ela e ri-me, ela olhou para mim durante um tempo veio na minha direção, e eu nem sei porquê fiz-lhe uma festa. A minha mãe ficou “parva” ao ver a cena. Depois virasse para mim, ri-se e diz que vamos levar a gata, no fundo, fiquei feliz por ouvir isso. Entretanto, trouxemo-la para casa e ela não faz mais nada do que sentar-se nos meus pés a espera que eu lhe pegasse e que a colocasse ao meu lado.

Tenho de confessar tornei-me completamente apaixonado por aquela gata, ela fazia-me tão feliz. Já não dormi sem ela. E quando ia sair com os meus amigos lá estava ela a minha espera, para dormir. Passávamos os dias juntos foram assim durante 6 meses, até vir para Portalegre. Coitadinha, custou-lhe tanto estar sem mim e a mim sem ela. Metia-me tanta aflição quando ela ouvia a minha voz no telemóvel e ficava a minha procura ou quando a minha mãe me mandava foto dela deitada na minha cama, a minha espera, juro que tristeza sentia no meu coração. Ela era mais que uma gata, era quem me ouvia sempre, chorei com ela, ri-me com ela, eu adorava aquela gata. Acerca de três semanas ela desapareceu, mas sempre tive a esperança que ela aparecesse. Fui a casa este fim de semana, acabei por ir procura e infelizmente encontrei-a morta, com a coleira que eu lhe comprei. A tristeza que senti no momento e a que sinto neste momento no meu coração é inexplicável. Perdi um pedaço de mim. Não quero outro animal, só queria a minha mia.

Guia-me dai de cima, a minha estrela.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Como a música existe para nos fazer distrair do que se passa na atualidade

    Dei por mim a pensar em demasia na filosofia dos concertos musicais. Será insano pagarmos uma quantia (por vezes, nada modesta) para assistir uma pessoa que nem se quer conhecemos pessoalmente e que nem fazemos a mínima ideia de como esta seja, apenas pelo simples facto de gostarmos de músicas que se limitam a interpretar e que, muitas das vezes, nem são compostas por estes?

Ou mais absurdo ainda, pagar um balúrdio para conhecer os nossos ídolos no backstage quando, na verdade, não passam de pessoas normais, mas que estão a cobrar um rim aos pobres fãs em troca de uma dúzia de abraços e uns sorrisinhos?

O que conhecemos, é a figura que nos é imposta e que muitas vezes é levada a “contracenar” por produtoras para nos dar uma ideia que, na verdade, não corresponde à personalidade da pessoa.

Será que o nosso ídolo musical nos provocaria asno a comer, será que trata mal a mãe ou até o simples empregado de mesa e nem deixa gorjeta? Deixamo-nos levar pela aparência, e é nos incumbida uma idealização de pessoa perfeita, deixando todas estas questões no fundo da nossa mente.

Além disso, são perguntas às quis nunca poderemos vir a saber a resposta devido à superficialidade que atinge a maioria dos artistas e a maneira como os vimos, e tudo isto acontece porque a música, de certa parte, existe para nos fazer distrair do que se passa na atualidade.

E este tema não é novidade, aconteceu com os Beatles na década de 60, com Elvis Presley na década de 50, e mais recentemente temos o exemplo das Pussy Riot que, por volta do ano 2016, o grupo musical feminino utilizava a música como uma tentativa de fuga e, também de critica, ao regime opressor russo, chegando inclusive algumas das integrantes da girls band a serem presas.

Portanto, além da música nos acompanhar em vários momentos do nosso dia-a-dia, indiretamente cria-nos uma sensação de serenidade e de distração involuntária – e não é que seja necessariamente uma coisa má, porque na verdade quem é que não gosta de uma boa distração do meio envolvente? Para mim, não há nada como a sensação da letra ou melodia de uma música transportar-me para milhares de milhas de distância.

 

 Francisco Tomé

A última vez

Parece-me que vai ser a última vez que vos vou escrever. Na realidade não sei, porque não prevejo o futuro. Vão ter saudades do que para aqui escrevo? Espero que não, porque para ser sincera, isto dava muito trabalho e as ideias do que escrever já estão a ficar escassas, daí estar já a fazer esta “carta de despedida”.

Vocês sabem o quão difícil foi estar a pensar em temas? É que a minha vida é muito monótona e não se passa nada de incrível para se falar, metade do que vos contei foi sugerido. Eu sei que posso falar do que bem me apetecer e dar opiniões sobre certas coisas, mas esse não é o meu género. Nem sei que estilo me enquadro, ou então estou dentro de todos. Tenho umas crónicas mais cómicas, ou pelo menos a tentar, como a das escadas rolantes (de realçar que foi mesmo verídica essa história!), umas mais pessoais como o “uma nova realidade”, dos meus gostos como a da Marisa Liz, enfim, tudo diferente um dos outros. Tento sempre dar um toque cómico, em quase todas e quem convive comigo sabe que eu estou sempre a fazer uma piadinha ou outra ou tento ter piada, mas não sei se cumpri com isso.

Agora dando uma apreciação desta minha faceta de cronista, posso dizer que gostei desta experiência, e adorava a parte em que a minha mãe me pedia as crónicas que ia escrevendo e postava no Facebook até metade da minha família partilhar também. Sim, estava a ser irónica! Era uma vergonha e tinha de ter cuidado com tudo o que escrevia, até que deixei de mostrar porque metia muita pressão em mim e na minha escrita.

Já não sei o que dizer mais, está uma crónica mais curta, mas não quer dizer que esta minha última crónica não esteja boa! Espero que quem tenham gostado das minhas crónicas e que se tenham tornado fãs da Vanessa. Pelo menos a minha família gostava, o que as torna já uns autênticos fãs. É que me sentia mesmo uma figura pública com imensas notificações de identificações e de comentários, onde 80% era a minha família e 20% eram desconhecidos! Já que nunca lhes respondi a nenhum comentário vai agora, o meu muito obrigada a todos. É um agradecimento geral e só vão ler se vierem pesquisar sobre a minha crónica, mas está respondido.

Até breve!

domingo, 20 de junho de 2021

Assunto de não ter assunto

     Quando se deu o inicio do blog, e me foi dito que teria de escrever uma crónica quinzenalmente, achei até uma ideia bem gira, mas assim que apanhei o lápis e o papel para escrever, parecia que nenhuma ideia surgia. 

    Ora, depois de um tempo a pensar, acabei por escrever sobre isso mesmo. Naquele momento, uma questão surgiu no meu pensamento - se para escrever a primeira crónica foi o que foi, e tema que se arranjou foi não ter tema nenhum, então, daqui para a frente, com é que vou conseguir ter alguma coisa sobre que escrever, durantes os próximos meses, semana sim, semana não? - mas a verdade é que sempre foi surgindo qualquer coisinha, por mais descabida que pudesse parecer de início.  

    Termino, então, esta série de crónicas da mesma maneira que comecei, a escrever sobre não ter coisa nenhuma sobre que escrever.

    Quem diria, que vir para aqui expor o assunto de não ter assunto, me iria fazer utilizar tantas linhas. 

sábado, 19 de junho de 2021

Malditas escadas rolantes!

 Se eu vos disser que o meu maior trauma, foi na passagem de ano de 2019, numas escadas rolantes, acreditam? Vou-vos contar!

Levantei-me radiante, porque pela primeira vez, ia passar o ano ao som da melhor banda (para mim, obviamente), os Amor Electro, em Albufeira! Preparei as malas, porque íamos passar lá a noite, almocei e já estava numa ansiedade enorme, como fico sempre quando é dia de concerto. O meu pai estava a trabalhar e saía às 16h, mas atrasaram-se e só chegou a casa às 18h. Eu já estava numa pilha de nervos, porque quero estar sempre na primeira fila e já tinha visto no Instagram muita gente perto do palco.

Começamos a viagem, do Barreiro para Albufeira. Fui as 2h sempre a cantar e a tentar não pensar no tempo da viagem porque sempre que me lembrava começava a stressar e amigos meus, fãs dos Amor Electro que já lá estavam, mandavam-me mensagem a perguntar onde é que eu andava. Pior ficava! Entretanto pedi para me guardarem lugar e fiquei mais calma.

Finalmente tínhamos chegado, mais ou menos por volta das 21h, e ainda fomos ao alojamento onde íamos ficar a fazer o check in, onde também houve um problema porque a minha irmã não tinha trazido o cartão de cidadão, mas ligámos para a minha mãe e resolveu-se. Mais uns 20 minutos perdidos, mas rapidamente nos metemos no local do concerto.

Já devem estar a pensar que não fui ao concerto por cauda de umas escadas rolantes, mas fui, e foi maravilhoso e um concerto inesquecível. Pelos dois lados, o bom e o mau. O bom foi o concerto, o mau é o que vos vou contar a seguir!

O concerto acabou, estive ainda a conviver com a malta e a falar sobre o espetáculo e sobre a nossa vida também, e depois por volta quase da 1h da manhã, creio eu, fui-me embora porque o meu pai já estava à minha espera. Em Albufeira estavam milhares de pessoas e para quem sabe, há umas escadas rolantes com acesso à praia. Estava eu e a minha irmã na multidão, quando vemos as escadas rolantes e pensámos ser o caminho mais rápido, até porque não sabia de outro caminho… já estamos a subir as escadas rolantes, quando se dá a queda.

Foi terrível, começo por ver as pessoas que estão à minha frente a rebolar e, entretanto, já estou eu também a fazer uma força descomunal para não ir por ali abaixo. Lembro-me de ter ficado em cima da perna de um senhor que estava à minha frente e de lhe ter tirado o sapato. A minha irmã estava atrás de mim e foi ela que impediu que eu fosse a rebolar mais porque, para além de estar a fazer força por ela, estava a empurrar-me para cima. Só se ouviam gritos, ambulâncias e policias. Poucos minutos depois, desligaram as escadas rolantes e começámos a subir como umas escadas normais. Ainda fiquei com os dedos tortos durante alguns minutos da força que fiz no corrimão!

Estava a tremer por todo o lado, cheguei perto do meu pai, que não se apercebeu de nada, então contei-lhe, mas não se manifestou muito. Só se riu!  Agora também me riu, mas na altura…valha-me deus. Entretanto fomos para casa e adivinhem o que eu fiz!? Fui beber para esquecer. Bebi tanto, comi pouco mas estava cheia de fome porque fui direta para o concerto sem jantar, e então a bebida bateu mais. Ainda por cima estava com o meu pai, olhem só a vergonha. Juro que não sei o que me deu. No dia seguinte, uma ressaca descomunal, ainda por cima tínhamos de sair até ao 12h do alojamento e tinha a viagem de regresso, que foi a mais longa da minha vida, e ia para casa da minha mãe com a família toda da parte dela para o almoço do primeiro dia do ano. De ressaca!

Sim, eu estou ali no meio! 





Verão

 O verão é uma das quatro estações do ano, a mais quente e a mais esperada pela maioria. As temperaturas aumentam, os dias se prolongam e as aventuras ficam mais divertidas.

Finalmente chegou! O tão esperado verão, o calor na pele, a brisa fresca do mar e aquele refrescante gelado, que cai tão bem como uma luva, só de imaginar já me derreto como um.

A época mais esperada pelos estudantes, as férias de verão onde tudo parece possível e a palavra limite não faz parte do nosso dicionário. Onde são cerca de dois meses para serem bem aproveitados, abusar, e aproveitar bem, porque termina. São tão rápido que nem nos apercebemos.

O que mais queria agora era um mergulho na minha tão adorada praia de kebra kanela e uma água de coco, só isso para alegrar o meu dia, mas como não podemos ter tudo, deixo isso por conta da minha imaginação. Eu espero que este verão seja maravilhoso e que me divirta ao máximo.

Meus votos de que assim seja o teu verão, quão bom que nem o meu e ahh! Divirta-te e aproveite-o ao máximo.



Crónicas de Marlene Barbosa, in Verão


quarta-feira, 16 de junho de 2021

O quarteto do elevador da ESECS

 Ao que parece esta será a minha última crónica que escrevo para esta cadeira, mas o espírito de cronista continuará em mim e quiçá continuarei a escrever de quinze em quinze dias alguma coisa. Gostei muito e acho que as quartas ficarão marcadas por isso.

Para terminar, queria falar de algo em grande e nada melhor do que esta magnifica aventura que se passou na ESECS e antes de uma aula de crónica. Nesta altura, muito se pergunta o que será, os meus colegas que vivenciaram devem estar a escrever também sobre isso e à minha professora tenho de lhe agradecer a paciência porque de certeza estar a ler 4 textos sobre o mesmo tema.

A tarde tava quente e ainda mais quente ficamos com aqueles minutos presos no elevador. Para terminar um longo dia de aulas, faltávamos apenas uma e já cansados de andar, decidimos ir pelo elevador, com intuito de chegar a horas [o que acabou por não se verificar]. Antes de entramos uma colega avisava-nos que a plataforma estava muito baixa, mas nós feitos corajosos por já nos termos aventurado uma outra vez e ter corrido bem, apenas entramos. Em último recurso tínhamos, “uma água, bananas e bolachas”, que uma outra colega tinha numa bolsa. Mal carregamos no botão do piso 1, vemos o elevador a subir um pouco, mas a parar repentinamente, damos por nós entre pisos, só víamos na fisga da porta uma parede. Com toda a confiança de que teríamos rede, pegamos num telemóvel e nada, até que lá um milagroso traço de rede fez com que pudéssemos ter ligado para pedir ajuda. Enquanto estávamos à espera, o ambiente começava a ficar quente, tentávamos poupar o ar, até que a luz vai abaixo. Ficamos aflitos, com o coração nas mãos. Regressa a luz e no painel do elevador aparece -5, ainda ficamos pior! Até que começamos a ver que o elevador estava a mexer e regressamos ao piso de origem, onde já nos estava à espera um funcionário, que tinha sido o nosso salvador. Saímos todos com os corações nas mãos, um pouco mais descansados, mas o choque só passou quando fomos brindar àquela incrível aventura.
Para ainda nos rirmos mais daquela situação, verificamos que a sirene também não estava sincronizada e só começou a tocar, quando já estávamos fora do elevador.

Nunca pensei ter vivido uma experiência daquelas, estava num estado de choque que não sei explicar, mas o importante foi que passou, agora rio-me daquela situação e pelo menos dou graças a Deus por não ter vivenciado aquilo sozinho.

Um grande abraço ao “quarteto do elevador da ESECS”!

terça-feira, 15 de junho de 2021

Casa Não Passa de Um Sentimento

     O aspeto que mais me fascina na escrita é o facto de poder escrever sobre o que me apetece, sem limites. É o meu modo de expressão, de descompressão e o meu pensamento a serem projetados para o ecrã nas melhores palavras que encontrei. Apenas eu, sintonizado, fazendo deslizar os meus dedos entre as teclas enquanto as ideias e as memórias fluem no meu cérebro.

Apesar de ser um jovem da “Geração Z” e de, à primeira vista, parecer um puto despreocupado com a vida, sinto que o mundo, eu inclusive e todos os que me rodeiam estamos em constante mudança, com momentos mais ou menos harmonizados do que outros. Criamos ligações com certos sítios e pessoas, e isso faz de nós genuinamente felizes e completos pela simplicidade destes momentos.

Tudo na nossa vida depende de tempo, e o futuro, sendo uma linha de tempo, é inevitavelmente incerto; mas, para mim, algo que tenho a certeza que é certo é definitivamente o passado. Sei o que vivi e não é difícil lembrar-me dessas mesmas coisas, pois tenho até bastante facilidade em fazê-lo.

É tão vivido na minha memória o dia de ontem como o de há dez anos atrás. Ontem, senti a minha pele a escaldar enquanto apanhava sol entre as rochas da Praia do Pinhão; há dez anos atrás, apanhava um sol também descontraído, mas mais leve e outrora em família, numa praia não muito longínqua. O Mojito fresco que bebi na sexta-feira à noite num bar acolhedor também ainda me parece muito próximo, mas não tão próximo quanto o refrigerante gelado que bebia há uns anos na casa da minha avó, em família.

Chegar a casa da minha avó há não muitos anos era sinónimo de sentir o seu cheiro tão característico, que é o que mais tenho saudades neste mundo, e de sentir o abraço do meu avô que nunca cheguei a conhecer, mas que me conhece melhor que ninguém.

Agora, entro na casa onde durante anos fui feliz e sinto que não me pertence. Não sinto a mesma felicidade, calma ou conforto ao entrar naquela porta porque não os sinto comigo naquele sítio que era um porto de abrigo. 

Mas, agora, passei a senti-los comigo em pequenos momentos do meu dia-a-dia e em vários sítios por onde passo. A nostalgia e a certeza de que outrora fui feliz nesta casa permanece comigo, para sempre, não importa os mil e um sítios por que passei ou que possa inclusive vir a passar. Creio que apenas existam alturas das nossas vidas em que tenhamos que abdicar de certas coisas das quais não nos vimos sem, de maneira que possamos crescer e seguir em frente.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Uma nova realidade

     Se eu imaginasse há uns 2 anos atrás, de como seria a minha vida no presente, nunca iria colocar a hipótese de estar a estudar tão longe de casa, com uma vida independente e com a quantidade de pessoas que conheci. Era impossível para mim estar num plano destes sem o auxílio da minha família. Eu que nunca tinha cozinhado na vida, porque sempre que chegava da escola a minha avó tinha as refeições todas preparadas. 


    Na realidade, acho que sempre fui mais independente que a minha irmã, e sempre achei que estaria preparada para me desenrascar caso acontecesse alguma coisa, mas para tão longe não. Tinha sempre o refúgio de alguém que fazia algo por mim. 


    Tenho 20 anos, sou a pessoa mais tímida que vocês irão conhecer. Falo pouco ou quase nada, tenho até vergonha de que quem esteja perto de mim ouça a minha respiração, vá-se lá saber porquê, mas a minha cabeça é assim e não consigo controlar, depois quando ganho confiança já é bem diferente, relaxem! Mas agora imaginem como foram as minhas primeiras semanas em Portalegre.


    Sabia que me tinha candidatado para a faculdade longe de casa e longe dos meus amigos do Barreiro, aqueles que sabiam como eu era e sabiam como lidar comigo, mas estava sempre com a esperança de ser colocada em Lisboa, quando recebo um mail com a minha colocação em Portalegre. Choque. Medo. Tudo naquele momento me vem à cabeça e vou logo pesquisar tudo sobre a cidade e um estúdio para ficar a viver porque eu a partilhar casa com desconhecidos não ia ser boa coisa, pensava eu, mas depois descobri a residência Dorms4U, com ótimas condições, um quarto individual e uma casa de banho só para mim (ufa!). 


    Em Outubro, depois do meu pai me deixar pela primeira vez na minha nova casa, e depois de já estar sozinha, começo a ter um mini ataque de pânico. No dia seguinte ia ter contacto com novas pessoas, uma turma gigante, novas personalidades, novas experiências, enfim, tudo novo! Novo e desconhecido, palavras aterrorizadoras. 

As primeiras duas semanas foram super complicadas, chorava todos os dias, queria desistir a toda a hora, pensava que não ia fazer amigos e pensava que ia estar sozinha até ao final do ano. Estava sempre no quarto, comia pouco, dormia muito pouco, andava super cansada. Ninguém sabia de nada, nem a minha família, nunca contei a ninguém. Queria superar esta sensação e este mundo novo sozinha. 


    De facto consegui, ainda tenho aquele medo das apresentações e até aquela vergonha de dizer que estou presente na aula quando os professores fazem a chamada, mas se olhasse para trás no tempo nunca teria imaginado a minha vida agora. Agora confortável em Portalegre, mas cheia de saudades de casa, agora dou a minha opinião sobre determinados assuntos e faço as minhas piadas sobre imensas coisas, desabafo com alguém e desabafam comigo. Sim, não acabei sozinha, sem amigos, como pensei no início do ano letivo, mas ainda tenho receio, medo e vergonha de tanta coisa. 

domingo, 13 de junho de 2021

Bateria Social

 



Somos a geração com mais disponibilidade para se divertir mas também somos a geração que descobriu a “bateria social”, ou pelo menos somos a que falou disso. Por mais que se pense que isto acontece apenas aos introvertidos vamos colocar em palavras o que é realmente este conceito. Bateria social é a nossa energia para nos relacionarmos com o outro.

Normalmente sentimos esta notificação de “poupança de bateria” quando estamos num ambiente onde há muita gente e temos de tentar dar o melhor de nós. Quem nunca? Quem é nunca sentiu uma vontade súbita de ir embora quando há 5 minutos atrás estava aos pulos?

E o que é isto? O que é que isto diz de nós? Porque é que ainda não estamos preparados quando alguém que costuma ser a alma da festa diz que quer ir embora?

É um tema que me incomoda bastante pois já me aconteceu. Mas é um incómodo porque não sei qual é a razão. Quando nos dói a barriga sabemos que foi porque comemos algo muito forte, por exemplo, ou quando temos o braço a dormir porque nos deixámos dormir em cima dele. E isto? E indo mais longe, as doenças mentais?

Os meus 20 anos causam-me muita inquietação por isto mesmo. Não sei nada mas já fui exposta a quase tudo. Será que vou conseguir saber algum dia?


Vemos e seguimos

A guerra cabe num ecrã de telemóvel, num vídeo de poucos segundos que vemos e esquecemos. Deslizamos para o lado e seguimos com o dia, como ...