domingo, 29 de maio de 2022

A Despedida

 São noites como esta que me fazem pensar, o porquê de amanha o sol voltar a nascer e eu voltar a pensar em ti. São todas estas noites tristes, que me fazem pensar em ti outra e outra vez. 

O nosso momento era este. Eu, tu, sentados à varanda, a olhar para o céu estrelado. Tu, com um sorriso de 50 dentes que dava até para ciso, um sorriso de criança, me dizias o nome de todas as constelações. Éramos felizes juntos, cada um à sua maneira.  

Sentados ali, num muro em ruínas, tal como nós. Tínhamos um amor lindo, mas tal como a vida, tudo nos pede esforço. Agora tudo me faz lembrar de ti. Todos os dias quando anoitece vens-me à cabeça, era o nosso momento. As músicas que dançávamos apaixonadamente, hoje ouço-as a chorar porque me levam a pensar em ti. 

Foram todas as noites na tua companhia a ver a lua, que agora passo os dias a pensar em ti. Todas estas coisas fazem querer esquecer-te. Tudo isto mesmo conseguindo acalmar-me fazem lembrar-me que tu, e apenas tu, és capaz de me destruir por completo. Todas as noites perdidas sob o céu estrelado onde  imensidão do mesmo julga-me por pensar em ti. São as mais simples prendas que me davas, ou até mesmo as flores campestres que apanhavas nos pousios ao redor da minha casa fazem me voltar a ti. Mas o teu poder sobre mim, assusta-me e talvez por isso não possamos estar juntos. 

E por todas estas razões eu irei esquecer-te. De hoje em diante, continuarei a ver o céu estrelado sozinho, mas muito mais leve depois de ter percebido que não fazemos mais sentido juntos. A verdade é que nunca estamos preparados para deixar ir alguém que queríamos eternamente ao nosso lado. 

Hoje digo adeus a um amor que irá fazer parte do meu coração para sempre. 


João Carriço 

sábado, 28 de maio de 2022

Transportes Públicos

 Desde que saí de Vendas Novas para vir estudar para Portalegre que comecei a andar muito mais de transportes públicos, o que raramente acontecia antes.

Com tanta viagem que já fiz nos autocarros, especialmente da praça para os assentos cá em Portalegre e vice-versa, posso concluir que há pessoas que não se sabem comportar. Digo isto, porque para mim é necessário haver respeito pelos outros, o que muitos não conseguem ter.

Uma situação que me irrita em andar nos autocarros urbanos é que como não há lugares marcados, as pessoas sentam-se do lado do corredor e colocam as suas mochilas, sacos, malas e malinhas no banco junto à janela. Está tudo bem em fazer isso se não for muita gente na viagem, mas o problema é que nós estamos de pé à procura de lugar para sentar e não nos disponibilizam o lugar ao lado, tirando assim o que têm no banco de livre vontade.

Porque é que tenho que estar a pedir por favor para retirarem os seus bens? Falo por mim, tento sempre não ocupar o banco ao lado, mas se ocupar e se reparar que alguém se quer sentar, tiro logo as minhas coisas sem hesitar. Ainda com base na falta de respeito das pessoas perante as outras, não gosto quando estão sentadas como se estivessem em casa, quase a ocupar o espaço dos outros ou até mesmo com os pés nos bancos. Enfim, tanta coisa que é falta de respeito, mas que não querem saber por só pensarem neles próprios.

Outro acontecimento chato e bastante frequente, são os atrasos dos autocarros. Agora que ando a chegar relativamente cedo à paragem, é que eles se atrasam cinco minutos, mas quando eu chego um pouco depois da hora na esperança de ainda não terem chegado, percebo que eles já não passam mais. É preciso pontaria!

Apesar de tudo isto, não acho mal de todo ter que utilizar transportes públicos. O problema aqui é mesmo a falta de compreensão para com os outros. Temos que ter mais empatia, não podemos pensar só no nosso umbigo e começamos por verificar isso nestas pequenas coisas.


Ana Margarida Perna


quarta-feira, 25 de maio de 2022

Entre Praxes e Trajes

 Desta vez, o tema irá ser centrado acerca da grande polémica que se gera em volta do assunto das praxes e sobre os trajes, que tem ocorrido nesta altura, onde presenciamos as queimas das fitas e as semanas académicas, por todo o país.

 Como deve ser do conhecimento de todos, a praxe e a utilização do traje académico, são uma tradição com muita história por trás, para além de que cada distrito tem uma tradição de praxe e traje diferente.

 Existem algumas controvérsias no que diz respeito às regras impostas quanto à utilização do traje. Acredito que essas regras apenas se mantenham para manter viva a tradição que começou a utilização dos mesmos, mas os tempos são outros e as coisas podem mudar. Digo isto porque impõem demasiadas regras, por vezes sem sentido algum, como por exemplo a proibição de maquilhagem ou a utilização de bijutarias, seja brincos, colares ou até mesmo apresentar unhas de gel enquanto trajado. Não concordo com muitas regras que foram criadas e até hoje estão implementadas, pois o estudante adquire o traje de livre vontade e que por sua vez, o dinheiro para o adquirir sai do bolso deste. O que significa que não apoio haver um código que te indica como deves vestir o traje. Caso não o faças, recebes punições. Não tem sentido algum que esta tradição continue assim. O estudante deve ter a liberdade de se vestir como se sentir melhor, sem que essa decisão seja utilizada em prol de críticas ou exclusão deste.

 Em relação à praxe, admito que nunca fui adepta dessa tradição. Para mim, sempre gerou muita polémica sobre o conceito da mesma. Não participei por escolha própria e nunca tive ideia de participar algum dia. Foi sempre uma tradição que considerei violenta. Ainda assim, tenho noção de que a praxe muda de instituição para instituição, mas pelo conhecimento que tenho acerca da que é realizada aqui em Portalegre, considero-a violenta e onde por vezes exageram nos “jogos”. Acho que há várias formas de manter a tradição de inclusão que a praxe apresenta, sem ter de ocorrer à chamada “Praxe suja”.

 Ainda que a minha opinião seja esta, pretendo trajar, pois é uma tradição que ainda considero aceitável, não esquecendo que sou contra as regras criadas à volta da mesma.

 Concluo a minha crónica realçando que esta é apenas a minha opinião. Acredito que não seja partilhada por outros, mas visto que tenho a liberdade para falar sobre todo o tipo de assuntos, expresso aqui a minha opinião. Destaco ainda que deveriam e poderiam ser feitas pequenas alterações nas tradições académicas sem que estas tirem a sua essência, como é óbvio.

sábado, 21 de maio de 2022

O Twitter são as novas conversas de café ?

Ultimamente, tenho imaginado como seria a minha geração sem a inexistência de redes sociais. Será que quando estivessem sentados na explanada de um pequeno café iriam se estar a ofender uns aos outros porque o outro possui uma linha de pensamento diferente da minha? Bem acho que não, quando me dizem que o Twitter são as novas conversas de café eu fico a pensar se há vinte anos atrás as pessoas diziam com tanta facilidade barbaridades umas ás outras sem sequer pensar nas consequências das suas palavras. 

A minha geração nasceu protegida, protegida pelo ecrã, protegida pela liberdade de expressão, mas poucos de nós pensamos que ter liberdade para exprimir o que nos vai na alma não significa que podemos menosprezar ou diminuir alguém só porque temos o direito de nos exprimir como queremos e onde queremos, pois, a nossa liberdade acaba onde começa a do outro. E esta frase que tanto é dita e repetida mundo a fora parece que não extrapola para o mundo digital onde invasão da liberdade do outro é constante e natural. 


Esta proteção que os ecrãs nos dão dá nos uma maior facilidade de ofender, de diminuir, de magoar o outro. Porque parece que achamos sempre que nunca vamos ter que enfrentar aquela pessoa cara a cara e o facto de não olhar nos olhos e não sentir a presença do outro dá-nos a facilidade de sermos mais selvagens diria e de não pensar humanamente no que o outro vai sentir quando ler ou ouvir aquelas palavras. 


Se o Twitter são as novas conversas de café? eu respondo não, porque tenho a certeza que sentados numa mesa cara a cara a maioria dos vermes das redes sociais não teriam coragem nem destreza para te ofender. 

Vamos nos educar socialmente também na internet e levar mais a sério o que dizemos e fazemos na mesma. 


Alexandre Caseiro

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Liberdade desinibida

“Médicos de família com utentes que fizeram aborto podem ser penalizados”.

Mais um teatro por parte do nosso querido governo e seus respetivos deputados, sendo que seremos nós as marionetas destas possíveis medidas que no futuro podem ser aplicadas. Claro que a barbaridade destas propostas vindas da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), sendo validadas pela nossa querida Direção-Geral da Saúde (DGS), e pelo grupo de Apoio às Políticas de Saúde na área dos cuidados de saúde primários, de facto, trariam polémicas atrás. Afinal, até onde vai a nossa liberdade de decisão? Vivemos numa democracia que se encontra desinibida e desmoronada. Onde se encontram os nossos direitos enquanto cidadãos, e principalmente enquanto mulheres?

Como é possível acreditar que uma proposta destas passou para o Ministério português? Onde vivemos em pleno século XXI, e medidas como estas retroceder-nos-iam enquanto seres humanos. Uma medida destas seria uma forma macabra de contornar a legalização do aborto.

Se esta medida fosse aplicada, as manipulações psicológicas que nós mulheres iríamos sofrer seriam incontornáveis. Até que ponto um bom médico/a também poderia ser prejudicado face a uma ideologia destas? O médico/a poderá dar ótimas consultas, mas o mesmo não poderá garantir a segurança 24h/7. Uma ideia bárbara colocar vários cargos à disposição, tanto das mulheres como o trabalho dos próprios profissionais de saúde. Obtermos a aprovação desta medida, por duas entidades importantíssimas para o país demonstra um retrocesso enorme para com o nosso país.

Irónico ter ouvido por parte do coordenador para a reforma dos cuidados de saúde primários que “o objetivo do planeamento familiar é evitar a gravidez indesejada e que os médicos têm de ser avaliados por isso”.

Felizmente, tivemos uma boa iniciativa por Marta Temido em recusar qualquer penalização dos profissionais de saúde que tenham assistido a mulheres que optem pela interrupção voluntária da gravidez, e ainda garantiu, que de facto, não estaria em causa a opção da mulher.

Até que ponto estas ideologias não continuarão a surgir? O corpo é nosso e não podemos colocar de parte todos os nossos direitos e principalmente bem-estar.


Rita Ferreira

Aceitação

Já pararam para olhar ao vosso redor?

Observar o dia a dia das pessoas, os hábitos, a correria, as conversar, as expressões.

Já pensaram em como os dias se passam e tudo se torna uma rotina, como se fosse um filme que se repete vezes e vezes sem conta.

Perdemos tempo com coisas fúteis que pensamos que nos vai dar um futuro, mas só nos leva para outro ciclo de tarefas.

Perdemos tempo, com algo que não nos trás felicidade, mas sim o que a sociedade exige, recebendo assim uma aceitação. Por isso quando saímos dessa rotina e fazemos algo diferente, o olhar muda, as expressões mudam, o coração aquece e a vontade de viver aumenta, mas apenas por instantes. Estes são chamados “os pequenos momentos de felicidade”. No dia seguinte a rotina volta e o brilho nos olhos desaparece.

Será que tudo isto a que nos sujeitamos vale a pena? Tentar encaixarmo-nos na sociedade quando ela é que deveria estar aberta a todos? Estudar, ter um trabalho, construir uma família, ensinar aos filhos como eles devem progredir, envelhecer, ver entes queridos partir e ter os pequenos prazeres na vida como ir de férias.

Vivemos todos dentro de um ciclo.

 

Daniela Medeiros

segunda-feira, 9 de maio de 2022

O poder da espera

Era uma noite fria de inverno e estava à lareira à tua espera. Aprendi com o tempo que o peso dos dias sobra para as noites e as noites não o sabem aguentar, elas são mentirosas, dizem que só de uma vez tudo irão reparar, mas as noites são matreiras e mesmo que pareçam ligeiras só te dão lenha para te queimares. Tu chegaste tarde, e não tinhas avisado, como já podia esperar tudo da tua parte, não dei grande importância. O lume apagou-se, e a comida que tinha feito para ti arrefeceu-se. O programa que costumávamos ver juntos, esse mesmo, acabei por vê-lo sozinho. Tinha uma piada nova para te contar, e  até isso perdeu a graça. ~

Tudo passou, tal como o tempo que tardavas a chegar, ainda há tanto por sentir, tanto por dizer ainda do que já se sentiu, deixa a verdade para quando a mentira estiver dita por inteiro, para quando o sonho já não puder ser mais sonhado, para quando a chuva não tiver mais onde cair. 

Não me abandones sem antes falar de cor o que nem lido conseguia dizer, deixa-me saber que não houve mais nada que houvesse por saber, espera porque o fim ainda não quer chegar, ou talvez tenha chegado ainda antes de começar. ´

Agora que chegaste, só quero saber se tens frio. 


João Carriço 


Querida Sociedade

Querida Sociedade,

Já paravas com essa mania de te achares no direito de dizer tudo o que queres sem algum tipo de filtro, de fazer aquilo que queres e como queres e de não respeitares as diversas opiniões que possam surgir num dado tema.

A Sociedade é aquela pessoa chata que nós todos temos vontade de lhe dizer “tu sossegada és a paz que o mundo precisa” ou simplesmente de descartar como se fosse um mero objeto. A verdade é que todos os dias levamos com pessoas que têm formas de pensar e opiniões diferentes das nossas e nós temos que as respeitar porque o respeito fica bonito a qualquer pessoa (apesar de existirem inúmeras pessoas que desconhecem tamanha palavra), no entanto, torna-se maçador quando não somos respeitados e isso acaba por criar um certo medo em dar uma opinião sobre um dado tema e eu incluo-me nessa situação toda.

Como mencionei anteriormente, eu estou encaixada neste tipo de cenários porque existem alturas em que, por mais que queira dar a minha opinião, opto por ficar calada pois “ganho mais com isso” e porque ter um debate com criaturas teimosas é todo um drama e eu não tenho paciência para pessoas sem noção.

Demos por nós a formar todo um esquema de seleção: perante esta conversa podemos relatar o nosso ponto de vista pois estamos rodeados de pessoas racionais que têm noção das coisas ou totalmente o oposto e simplesmente desistimos. Estamos tão preocupados em durar numa sociedade que supostamente é livre, no entanto, temos casos em que deixamos de sentir essa liberdade à flor de pele e damos por nós a sobreviver e não a viver.

Por isso, minha querida Sociedade, começa a preocupar-te com aquilo que as pessoas sentem e pensam.


Ana Lopes

domingo, 8 de maio de 2022

E o covid acabou ou não ?

 Era o dia 2 de Março de 2020, lembro-me de acordar e achar que tudo normal estaria, já tinha ouvido para aí um zum zum que em Itália andava um vírus atormentar a vida das pessoas, mas como tinha ouvido a doutora ministra da saúde dizer com todas as letras que o vírus chines nunca cá chegaria nem me preocupei muito com essa possibilidade. Mas neste belo dia, ensolarado por sinal, pela primeira vez em Portugal era detetado o primeiro caso de Covid-19. Lançaram-se os alertas tocaram-se as sirenes, as pessoas 1 mês depois estavam todas enfiadas em casa, a dar toques no pepel higiénico e a utilizar house party.E não falemos sequer do ataque aos supermercados eu vi pessoas que achavam que estavam na série The Walking Dead e começaram a comprar todo o stock dos supermercados de enlatados e álcool em gel, o que me leva a pensar que tipo de malucos temos nós neste mundo e que convivemos diariamente em sociedade, quer dizer aparece um vírus que obviamente é preocupante e importante para o futuro da sociedade, e tendo em conta que a taxa de mortalidade do mesmo era elevada eu percebo e entendo a preocupação mas de estarmos preocupados a acharmos que as industrias vão parar e vão deixar de se produzir enlatados e álcool em gel vai uma distancia gigante. 

E pronto isto tudo para chegarmos ao dia de hoje dia 7 de Maio de 2022 mais de dois anos do registro do primeiro caso de Covid-19 em Portugal, evoluções não temos maluquinhos a esgotar o stock de álcool e de enlatados e a Ministra da saúde admitiu que o vírus podia chegar a Portugal e nestes dois anos decretou mascaras e quarentenas obrigatórias e mais umas quantas tretas que ao fim ao cabo foram necessárias. No entanto o que é que me leva a escrever esta crónica é que já não há pandemia pelos vistos mesmo no período entre 26 de abril e 2 de maio terem sido registrados em Portugal 76 mil novos casos de Covid-19 acompanhados de 125 mortes, as pessoas esqueceram-se da pandemia, obviamente que vivemos um período diferente estamos vacinados e maior parte das pessoas já tiveram o vírus pelo menos uma vez, só que precisamos na mesma de manter cuidados porque continuam a haver pessoas que correm riscos sérios de serem afetados com esta pandemia. 

O fim das máscaras alastrou-se para uma descrença quase total no facto de o covid ainda não ter terminado, ainda há famílias a sofrer com isto e temos que ser respeitadores e continuarmos a manter os cuidados mínimos em relação ao vírus. 

E para si ministra da suade obrigado por me deixar de novo dar beijinhos à minha avó. 


Alexandre Caseiro

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Vegetarianismo

 Falemos de vegetarianismo.

Acredito que seja um tema algo controverso para alguns, pois crescemos habituados a consumir carne e peixe para ter força e energia, mas de há uns tempos para cá passei a sentir-me sensibilizada com este tema, devido ao facto de estarmos a matar outros seres vivos, e se formos observar, as vacas, os porcos…eles não nos atacam e nem demonstram ser uma ameaça para a nossa espécie. Mas nós acabamos a ameaçar a deles.

No outro dia, assisti a uma palestra em que me mostraram dados altíssimos de gases libertados para a atmosfera e que destroem a camada de ozono, causados pelo abate dos mesmos, ou seja, dos animais, nomeadamente a carne bovina, suína, entre outras.

Outro fator que me levou a parar de consumir carne e peixe, foi a forma como abatem os animais, não consigo ter uma confirmação de que seja verídico, mas já vi e ouvi sobre formas muito cruéis em que o fizeram, e tendo eu a opinião de que os animais merecem viver tanto quanto nós, acaba que foi algo que me chocou e sensibilizou, a tomar esta decisão na minha vida.

É verdade que o ser humano procura proteínas ao consumir carne e peixe, mas com o crescimento deste tema, o vegetarianismo, já é possível encontrar várias alternativas sem ter de recorrer ao produto animal.

Outro tema que me choca, são as marcas que utilizam animais para testar os seus produtos, seja cosmética, higiene pessoal, etc. Foi outro dos temas que ganhou bastante visibilidade e atenção, porque no fundo, nós consumidores temos acesso ao produto, no seu estado já final, pronto a ser utilizado, mas não temos noção de todo o processo que está por detrás das marcas que os confecionam. Recordo-me de ter tido conhecimento do tema, após ver aquele vídeo animado do coelho Ralph, que mostrava a verdade por detrás da testagem dos produtos de cosmética e higiene pessoal. A partir daí passei a tomar especial atenção aos produtos que consumo e a ter a certeza de que são cruelty free, e se a própria marca é uma marca vegan e cruelty free.

Acredito que isto são pequenas mudanças que podem trazer uma certa sustentabilidade ao nosso dia-a-dia e á nossa vida, mas que fazem a diferença, pois sou contra a crueldade animal, e tudo que envolva algo do tipo. Não concordo.

Mas claro, que realço que isto é apenas a minha opinião, não pretendo de todo, com esta crónica dar a entender que quem não é vegetariano, ou nem sequer considera sê-lo está incorreto e é errado. Apenas partilho aqui a minha opinião e dou a conhecer a minha experiência, no que diz respeito ao vegetarianismo.

Concluo assim a minha crónica, realçando este tema tão atual na nossa sociedade e que, ao mesmo tempo, me cria sempre alguma curiosidade por saber mais e até falar sobre. Para quem tiver curiosidade e gostaria de adquirir mais conhecimento sobre o tema, pode passar pelo blogue Raposa herbívora, cujo partilha conteúdos sobre este mesmo tema.

domingo, 1 de maio de 2022

Esperar o inesperado

           Dizem que acabamos sempre por crescer mediante as situações que ultrapassamos diariamente nas nossas vidas, observando-as sempre como objetivos que têm de ser alcançados.

Mas porquê as situações de perdas serem as que mais nos fazem crescer e encarar a vida de uma maneira mais fria?

Perder alguém que nos era uma figura presente, que era o nosso herói, que era o que mais admirávamos, reverte-se para uma avalanche de sentimentos, que por vezes não dá para explicar.

Pensar no “e se tivesse feito as coisas de forma diferente?” mudaria alguma coisa?

De facto, nunca será algo completamente ultrapassado e sim algo que será uma recuperação diária sem nunca o esquecer.

Estejas onde estiveres, do meu coração e da minha mente nunca sairás. Serás sempre a minha estrelinha que me irá guiar para os melhores caminhos.

Nunca serás esquecido avô.






Rita Ferreira

Vemos e seguimos

A guerra cabe num ecrã de telemóvel, num vídeo de poucos segundos que vemos e esquecemos. Deslizamos para o lado e seguimos com o dia, como ...