Quando fecho os olhos e penso nas minhas férias de verão, o lugar especial e cheio de memórias que vem à minha cabeça, é a Costa da Caparica. Mal vejo o mar da Costa, uma sensação de paz e de tranquilidade preenche o ar. Localizada no município de Almada, a poucos quilómetros de Lisboa é um verdadeiro paraíso para quem ama o mar e o sol.
Este
destino, foi sempre a escolha predileta dos meus pais para irmos passar férias
e foi sempre o refúgio que anseio durante o ano todo. À medida que a carrinha
do meu pai se aproxima da Costa, consigo ouvir as ondas a chamarem-me, sinto
logo aquele cheiro inconfundível e agradável a maresia. De repente o meu pai
coloca a música “Sol da Caparica” dos Peste e Sida, e lá vamos nós, todos dentro
do carro a cantar aos altos berros ao som da música, sabendo que aquilo é só
início de mais umas férias fantásticas.
Lembro-me bem das minhas primeiras aventuras na praia, quando era mais pequeno só queria construir castelos de areia com o meu irmão, no momento em que ia para o mar, lembro-me de estar de mão dada com o meu pai à espera de que a onda viesse e, nesse mesmo momento ele dizia. Salta! Era sem dúvida alguma a criança mais feliz do mundo.
Conforme fui crescendo, as minhas experiências na costa evoluíram. A minha mãe inscreveu-me numa escola de surf, aprendi a surfar e nessa altura, as ondas do mar tornaram-se muito especiais para mim. A adrenalina de apanhar uma onda é a maior sensação de liberdade.
Os dias eram sempre muito preenchidos, desde ir para a praia logo de manhã, bem cedo. As tardes eram reservadas para ir passear a algum lugar que não conhecêssemos ali perto. À hora de jantar e à medida que o sol se punha, a Costa transformava-se num lugar mágico, onde de um lado tinha uma paisagem encantadora para o mar e para um céu deslumbrante e do outro, os sorrisos únicos da minha família.
No final das férias, custava-me imenso saber que tinha de deixar aquele lugar especial. Todos anos saía de lá com um pedacinho da Costa da Caparica no meu coração e esperava ansiosamente pela próxima vez.
Daniel Pereira


