Pediram-me
que escrevesse uma crónica. Não sei que fazer. As ideias teimam em não vir. É
sempre assim, no decorrer do dia mil pensamentos me vão passando pela cabeça,
mas quando tenho de escrever alguma coisa, nada ocorre. Por mais que pense, que
tente encontrar um tema, ele demora a aparecer. Por vezes, dou por mim tempos e
tempos a olhar para o papel sem saber o escrever. Primeiro que surja algo, meu
deus, e quando algumas ideias me começam a invadir os pensamentos, há sempre
alguma coisa que me faz duvidar se serão as certas. Depois de me decidir sobre que tema a escrever,
ainda me deparo com a organização do texto. Quando começam a surgir as
primeiras frases, as ideias aparecem como um turbilhão. Depois tenho aquelas
alturas em que há medida que as penso vão logo fazendo sentido, mas também tenho
alturas em que se torna difícil encaixá-las todas, acabando mesmo por ter de
descartar algumas. Aí surge mais um problema. Qual a parte que deve ser excluída?
Qual a que faz mais sentido? E ali fico mais uns tempos, a olhar para o que já
escrevi, a pensar no que irei escrever, qual a ideia, entre as centenas pelas quais
me perco a pensar naquele momento, que será melhor escolher. E no fim, depois
de tanto pensamento e de tudo organizar, o texto está terminado. E agora que
penso nisso, que observo todas estas linhas que foram surgindo, constato que, realmente,
juntando-as todas fazem algum sentido. Querem lá ver, que sem saber muito bem o
que estava para aqui a escrever, a crónica acabei por fazer.
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