quarta-feira, 24 de março de 2021

Talvez uma tempestade cerebral

Nesta vida questionamo-nos muito sobre o futuro, sobre o presente e o passado. Por vezes até inúmeras perguntas básicas como “porque é que temos de nos levantar cedo?”  que é algo que não sou adepta, muito sinceramente, e segundo as minhas contas se eu me deitar as 4h da manhã e acordar às 13h estou dentro do horário de sono ideal, mas se me perguntarem se prefiro um horário matinal respondo que sim porque tenho mais tempo livre de tarde para fazer outras coisas e ser mais produtiva e que poderá dar tempo até de dormir a sesta. Vá-se lá entender a cabeça das pessoas.

Nunca ninguém está satisfeito com nada, queremos sempre o que o outro tem ou queremos ir onde também já esteve uma certa pessoa. Já dizia o António Variações “Porque eu só estou bem aonde não estou, porque eu só quero ir a onde não vou”, que por sinal é um dos grandes da música portuguesa. Por falar em música eu sou igual com os Amor Electro, por mim ia a todos os concertos deles de norte a sul deste país maravilhoso, mas a minha carteira não é propriamente recheada e eu ainda nem a carta de condução tenho, e quando vejo vídeos e diretos nas redes sociais fico a desejar lá estar, junto deles e das outras pessoas a viverem aquele momento. Depois fico a pensar e sou uma sortuda e uma egoísta porque imensa gente que conheço não tem tanta possibilidade e vai só a um concerto por ano ou nem isso. Eu penso na mesma que queria lá estar não sou hipócrita, não o demostro a ninguém mas fico com uma invejazita, apesar de estar feliz por quem lá está.

 É o que eu digo, somos estranhos. Estamos felizes pelos outros, mas com “ciúmes” (no meu caso saudável, mas em outros é melhor ter cautela). Ou não, posso ser só eu que penso assim e estou numa tempestade cerebral e às escuras no que fazer daqui por diante. Ter de pensar no que escrever semana sim, semana não e em algo viável e que se leia fácil como é um dos objetivos das crónicas. É que eu já sou confusa por natureza!

De facto, é bom que pensemos e estamos constantemente a fazê-lo. Temos de pensar nos nossos objetivos e sonhos de vida, mas muitas vezes pensamos mais nos outros e na vida deles que nos esquecemos de aproveitar a nossa e vivê-la ao máximo com aquilo que temos. É assim que eu penso, vejo e deduzo em tudo o que me rodeia. Devíamos ter um botão que desliga o nosso cérebro de pensar e sermos livres, sem maldade e sem complexos.

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