Talvez este título leve a engano e possa parecer que vai sair daqui um artigo com imensos nomes técnicos e algum testemunho da doença.
Mas não, é apenas uma constatação cómica, uma análise do ser humano mas em tempos de COVID e com uma sala de hospital como fundo.
Primeiro, é fácil reparar na necessidade de novidades que as pessoas sentadas têm. Basta um barulho, alguém a chegar ou o nr do guichê a mudar e a bateria social aumenta +5 pontos (nota mental:escrever sobre a nossa bateria social).
Segundo, é triste quando percebemos que bastava alguém com o 3o ano e uma agenda da Agatha Ruiz de la Prada conseguia resolver a situação do tempo de espera. Ou então, a minha falha cognitiva não me deixa ver algo perfeitamente visível. É que não consigo compreender o conceito de anotar uma hora para a consulta e chamar a pessoa duas horas depois. Talvez o problema seja do serviço público ou então é a minha veia de nobreza que se está a manifestar.
O terceiro ponto a reparar é a dificuldade que as pessoas têm em colocar a máscara corretamente. E não, não tem a ver com idade, estatuto ou profissão ou qualquer outra característica, é burrice mesmo (peço perdão pela linguagem mais embrutalhada).
(Questiono-me se a palavra embrutalhada existirá, tenho de pesquisar)
Quando tudo terminar sugiro uma exposição fotográfica com todas as formas que as pessoas têm de colocar a máscara. Para além de um registo iria restar uma lembrança engraçada da estupidez humana.
Ao escrever isto, uma senhora (que tentava a todo o custo convencer o marido a meter o nariz dentro da máscara) dá uma cabeçada no dispensador de álcool gel e eu chego a duas conclusões:
- não tenho maturidade suficiente para ver este tipo de situações e ficar pávida e serena;
- preciso de arranjar uma go pro urgentemente para captar todas as gafes da vida real, ultimamente tenho visto bastantes;
Por fim deixo uma breve indicação: o médico não frequentou as aulas de proporcionalidade porque atender alguém em 10 minutos quando essa pessoa esteve 2 horas à espera é no mínimo uma falta de respeito. Pelo menos perguntava pela família ou mostrava uma fotografia do cão. Era o mínimo!
Sem comentários:
Enviar um comentário