A presente crónica vai ser sobre uma das minhas gatas cujo o nome era Belinha e, a meu ver, o nome dela é o título adequado para este texto. Muitos de vós podem achar estranho o facto de eu estar a escrever sobre um animal de estimação, mas eu não acho isso.
Afinal, quem era a Belinha?
A Belinha era a gata mais velha cá de
casa, tinha uma cara de má (mas que não correspondia nada à personalidade dela),
era teimosa, adotava tudo o que era gato e cão, mesmo quem não gostasse de gatos
ela fazia de tudo para as pessoas gostarem dela, entre muitas outras coisas.
Atualmente tenho 22 anos e recordo-me
vagamente da altura em que adotamos a Belinha, eu devia de ter 7 ou 8 anos,
portanto literalmente cresci com a minha gatinha. Ela esteve presente em todas
as minhas fases: a entrada chata na adolescência, os tão cobiçados 18 anos (deveras
romantizado este ponto), o começo da minha jornada na faculdade…lamento por ela
não ter aguentado mais um tempo para me ver a finalizar o curso. Confesso que
não estava preparada, e ainda não estou, para lidar com a ausência dela. Tem
sido estranho adaptar-me ao facto de ela já não estar presente na minha vida.
De volta e meia escapa-me o nome dela durante uma conversa e isso não é mau,
não estou a tentar esquecê-la, não quero apagar toda a sua existência da minha
vida, simplesmente ainda custa.
Sinto muito a falta dela e muitos de
vocês podem não perceber isso ou até mesmo achar “parvo” porque estou a falar
de um animal de estimação e não de uma pessoa que me é próxima, mas eu amo
muito animais e custa-me imenso lidar com a perda de algum, pois isso significa
que vou ter que me adaptar a um vazio.
E assim termino a minha crónica.
Após muitos bons anos presente na minha
vida, a Belinha descansou a 10 de abril de 2022.
Esta era a Belinha.
Ana Lopes
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