Cheguei a casa, tirei os sapatos e deitei-me na cama.
Faltavam 15 min para as 21H e o silêncio daquela casa é ensurdecedor. Senti-me sozinho e perdido, comecei a pensar o porquê de estar nesta situação e acho que cheguei a uma conclusão. Todos nós somos substituíveis. O tempo faz com que tudo passe e tudo se esqueça. Por muito que possamos dar o melhor de nós isto não deixa de ser verdade. Compararmos a nossa vida com um muro percebemos que basta um único deslize para que tudo se desmorone. Fico a pensar que recebemos em troca se dermos sempre o nosso melhor mas até que ponto é que somos recompensados.
Já sabemos que a vida é um sopro e que somos passageiros na vida dos outros, mas até que ponto é que isso é vantajoso, se vamos acabar por ser esquecidos ou melhor, substituídos. Acabei por adormecer no meio de tantos pensamentos mas hoje cheguei a uma conclusão, ser passageiro na vida do outro não é algo que tenhamos de ter medo. Na verdade, nada nesta vida é eterna e temos de aceitar isso.
E talvez seja assim que tenha de ser, talvez a palavra substituível seja uma apenas uma palavra. As pessoas simplesmente mudam de opinião, de prioridades, vontades, objetivos e alguns caminhos, infelizmente acabam por não se cruzar mais. Não nos podemos sentir culpados por não sermos mais a pessoa importante que éramos na vida do outro
João Carriço
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