Desta vez, o tema irá ser centrado acerca da grande polémica que se gera em volta do assunto das praxes e sobre os trajes, que tem ocorrido nesta altura, onde presenciamos as queimas das fitas e as semanas académicas, por todo o país.
Como deve ser do conhecimento de
todos, a praxe e a utilização do traje académico, são uma tradição com muita
história por trás, para além de que cada distrito tem uma tradição de praxe e
traje diferente.
Existem algumas controvérsias no
que diz respeito às regras impostas quanto à utilização do traje. Acredito que
essas regras apenas se mantenham para manter viva a tradição que começou a
utilização dos mesmos, mas os tempos são outros e as coisas podem mudar. Digo
isto porque impõem demasiadas regras, por vezes sem sentido algum, como por
exemplo a proibição de maquilhagem ou a utilização de bijutarias, seja brincos,
colares ou até mesmo apresentar unhas de gel enquanto trajado. Não concordo com
muitas regras que foram criadas e até hoje estão implementadas, pois o
estudante adquire o traje de livre vontade e que por sua vez, o dinheiro para o
adquirir sai do bolso deste. O que significa que não apoio haver um código que
te indica como deves vestir o traje. Caso não o faças, recebes punições. Não
tem sentido algum que esta tradição continue assim. O estudante deve ter a
liberdade de se vestir como se sentir melhor, sem que essa decisão seja utilizada
em prol de críticas ou exclusão deste.
Em relação à praxe, admito que
nunca fui adepta dessa tradição. Para mim, sempre gerou muita polémica sobre o
conceito da mesma. Não participei por escolha própria e nunca tive ideia de
participar algum dia. Foi sempre uma tradição que considerei violenta. Ainda
assim, tenho noção de que a praxe muda de instituição para instituição, mas pelo
conhecimento que tenho acerca da que é realizada aqui em Portalegre, considero-a
violenta e onde por vezes exageram nos “jogos”. Acho que há várias formas de manter
a tradição de inclusão que a praxe apresenta, sem ter de ocorrer à chamada “Praxe
suja”.
Ainda que a minha opinião seja
esta, pretendo trajar, pois é uma tradição que ainda considero aceitável, não
esquecendo que sou contra as regras criadas à volta da mesma.
Concluo a minha crónica realçando
que esta é apenas a minha opinião. Acredito que não seja partilhada por outros,
mas visto que tenho a liberdade para falar sobre todo o tipo de assuntos, expresso
aqui a minha opinião. Destaco ainda que deveriam e poderiam ser feitas pequenas
alterações nas tradições académicas sem que estas tirem a sua essência, como é óbvio.
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