quarta-feira, 25 de maio de 2022

Entre Praxes e Trajes

 Desta vez, o tema irá ser centrado acerca da grande polémica que se gera em volta do assunto das praxes e sobre os trajes, que tem ocorrido nesta altura, onde presenciamos as queimas das fitas e as semanas académicas, por todo o país.

 Como deve ser do conhecimento de todos, a praxe e a utilização do traje académico, são uma tradição com muita história por trás, para além de que cada distrito tem uma tradição de praxe e traje diferente.

 Existem algumas controvérsias no que diz respeito às regras impostas quanto à utilização do traje. Acredito que essas regras apenas se mantenham para manter viva a tradição que começou a utilização dos mesmos, mas os tempos são outros e as coisas podem mudar. Digo isto porque impõem demasiadas regras, por vezes sem sentido algum, como por exemplo a proibição de maquilhagem ou a utilização de bijutarias, seja brincos, colares ou até mesmo apresentar unhas de gel enquanto trajado. Não concordo com muitas regras que foram criadas e até hoje estão implementadas, pois o estudante adquire o traje de livre vontade e que por sua vez, o dinheiro para o adquirir sai do bolso deste. O que significa que não apoio haver um código que te indica como deves vestir o traje. Caso não o faças, recebes punições. Não tem sentido algum que esta tradição continue assim. O estudante deve ter a liberdade de se vestir como se sentir melhor, sem que essa decisão seja utilizada em prol de críticas ou exclusão deste.

 Em relação à praxe, admito que nunca fui adepta dessa tradição. Para mim, sempre gerou muita polémica sobre o conceito da mesma. Não participei por escolha própria e nunca tive ideia de participar algum dia. Foi sempre uma tradição que considerei violenta. Ainda assim, tenho noção de que a praxe muda de instituição para instituição, mas pelo conhecimento que tenho acerca da que é realizada aqui em Portalegre, considero-a violenta e onde por vezes exageram nos “jogos”. Acho que há várias formas de manter a tradição de inclusão que a praxe apresenta, sem ter de ocorrer à chamada “Praxe suja”.

 Ainda que a minha opinião seja esta, pretendo trajar, pois é uma tradição que ainda considero aceitável, não esquecendo que sou contra as regras criadas à volta da mesma.

 Concluo a minha crónica realçando que esta é apenas a minha opinião. Acredito que não seja partilhada por outros, mas visto que tenho a liberdade para falar sobre todo o tipo de assuntos, expresso aqui a minha opinião. Destaco ainda que deveriam e poderiam ser feitas pequenas alterações nas tradições académicas sem que estas tirem a sua essência, como é óbvio.

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