Se pensarmos na vida como uma maçã
- também podia ser uma pitaia mas a ideia de descascar podia elevar a
imaginação a outro patamar, por isso fixemo-nos numa sumarenta bravo-de-esmolfe
– comê-la-íamos em suaves dentadas, a rodar, sempre em busca da parte mais
doce. Fatal como o destino, apenas à última dentada se saberia qual a melhor parte e, nem sempre como sucede
quando saboreamos o prato favorito, é possível reservar o melhor.
Na vida, como a degustar a maçã, por vezes vezes o sabor desenha-se em jovem, aos primeiros gestos. Não é, por isso, de grande
justiça que as gerações mais novas, pujantes, sejam condenadas a conviver naturalmente com
crises económicas, financeiras ou, pior, políticas. Não é correto que quem
esteja a começar vida ou a iniciar carreira, se veja constantemente numa
agoniante incerteza.
É perfeitamente legítimo que a
parte mais porreira e despreocupada da existência possa acontecer sem receios
de partir os dentes. Às vezes acontece, mas que seja por causa daquilo que
todos sabemos e não porque alguém crave um canivete nos rins como que à
traição.
Um bando de “fazendeiros impreparados”,
destruidores de maçãs viçosas que vão sugando o potencial produtivo do país mergulham-no,
e aos seus jovens de futuro, num labirinto sem GPS. Conselho para quem tem as
cartas, não sabe mas tem: cuidar a arvore, escolher a melhor maça, espremê-la em sumo e tomá-lo de
um trago. Só da indignação, força, formação e boa decisão podem surgir, finalmente,
soluções decentes e adequadas.
P.S.: Baseado em dados puramente fictícios.
Não há nenhum país desenvolvido que exporte talento, importe mão-de- obra, e
tenha, pelo menos, quatro atos eleitorais em menos de um ano. (se calhar a
ideia da pitaia fosse mais adequada)
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