quarta-feira, 28 de maio de 2025

Não é só copos e gajas

 Tenho, para mim, que é o planeta todo condensado num retângulo com o tamanho de uma rua de escala global e aromas que, de tão ricos e heterogéneos, ligam paladares de todos os povos Por muito, temos pouco de país e tanto de nação. Sendo ancestral a fundação que entrega história e, por isso, cheiro, sabor, arte e valor , depois, a sorte de, neste pedaço, conseguirmos concentrar todas as paisagens de todos os continentes. Uma maravilha ao alcance de afortunados tristes que não enxergam a fortuna e carpem à exaustão sabe-se por quê. 

Depois, até somos relativamente organizados, felizes, frescos e gente boa. E competentes, competitivos e bons. Lembro-me disto acabado de regressar do norte de África e ainda tocado pela dose de, como costumamos caraterizar: cultura, diferença, ritmo, e tudo aquilo que gravamos na pele. E, se me move uma profunda paixão por aquele território, no regresso a casa valorizo as coisas boas do meu.  

É bem mais que sol e praia, montanha ou património. Nem “copos e gajas”, como um neerlandês, perdido, ousou descrever. Nós até deixamos, além disso, algum malgasto, mas, final das contas... bate tudo certo. E, bate mesmo, porque cabeça fora de água e, refletindo, sabemos bem que, este país, que é para novos e velhos, está bem-feito para eles e tem caminho para se lhes construir com o planeta todo à frente dos olhos.  

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