Costuma dizer-se que se nos habituamos desde pequenos a algo, nunca esse “algo” nos será estranho.
Desde novos, e partindo da minha própria experiência, crescemos acompanhados pelos nossos pais e família, e este é o primeiro contato que vimos a ter com outras pessoas. No meu caso, ambos são “brancos”, como eu, e por isso, talvez, seja mais propício ter ou criar uma maior distinção a pessoas de outra cor.
No meu ponto de
vista, as nossas primeiras interações com outras pessoas e com outras circunstâncias são importantes, pois de certo, no futuro, ser-nos-ão mais
familiares, e, por isso, mas comuns.
Se formos verificar,
provavelmente um filho de pais homossexuais terá uma visão diferente tanto da
homossexualidade como da sexualidade em si, pois cresceu com essa realidade.
Uma criança que
tenha pais “brancos”, mas que cresça, por exemplo, no Brasil, onde existe uma maior diversidade racial, terá um contato diferente com os que a rodeiam.
Não acho que exista
um racismo já incutido em nós, acho que, simplesmente, parte das nossas
experiências e convivências. Para além da educação também interferir bastante
neste tema.
O medo que criamos no nosso subconsciente ao desconhecido acaba por justificar as nossas reações
face a pessoas diferentes.
Tanto “brancos” como “pretos” cometem crimes, mas se estiver habituada, e por isso, familiarizada, a pessoas da minha cor, o que me for desconhecido irá sempre assustar-me mais. Faz parte, mas devemos sempre dar uma hipótese às pessoas e às circunstâncias novas que iremos enfrentar.
Partindo de um exemplo simples, se alguém nos der a
provar algo que nós desconhecemos o nosso primeiro instinto será a dúvida, a desconfiança, talvez até medo, mas só passaremos a ver as coisas de uma forma
diferente, se nos permitirmos a isso.
As nossas bases de convivência e a nossa educação criam os nossos instintos, mas ao longo do nosso percurso de vida vamos nos moldando e permitindo-nos a coisas novas que vão mudando a nossa forma de agir, ser e pensar.
O racismo não está em nós apenas
está em quem não se permite ver mais para além da cor da pele.
Sem comentários:
Enviar um comentário