Sempre ouvi dizer que “a galinha da vizinha é melhor
que a minha” e isso também se pode implicar quando o assunto são as 3092
freguesias de Portugal. Descansem que não venho para aqui falar de forças
políticas, mas sim de política muito superficial e de algo que gostava de
vivenciar desde que comecei a interessar-me por este tipo de assuntos e deixei
de ver o hemiciclo da Assembleia da República como um mero local onde pessoas
ilustres se sentavam e quando lhes dava na “gana” falavam do que queriam - sim,
era esta a definição quando eu era criança e a via na televisão -. Desde
que fomos afetados pela crise mundial de 2008, comecei a gostar de discutir política,
sempre com respeito às diferentes perceções que me davam, mas claro refutava
sempre com a minha.
Mas eu quero focar-me mais no poder local, mais
precisamente nas juntas de freguesia. Embora sejam a composição política mais
pequena no nosso grande e vasto sistema administrativo, é aqui que temos a
primeira resposta a problemas relacionados com a nossa rua, o nosso bairro e da
terra em si. Quem por lá passa começa a ter uma noção diferente da política e
dessa vida, que não passa só por cortar fitas e ouvir as pessoas a tratarem
pelo “Sr.” ou “Sr.ª Presidente”.
Ao contrário de muitas pessoas por esse país fora, o
meu sonho não é subir ao mais alto cargo da nação para tomar decisões
importantes. Embora não posso negar que seria interessante, – e muitos
problemas de freguesias que se uniram podiam ser postos em causa. Mas isso fica
para uma outra crónica - a minha aspiração na vertente política é ter um
contacto mais próximo com a junta da minha freguesia. Muitos agora deve estar a
pensar que não penso em alto, só que, penso até demais, pois ser presidente de
uma aldeia no interior de Portugal é muito mais para além de ser apoiado por um
certo partido que aplaude aquelas medidas. Tentar resolver os problemas que uma
freguesia rural como a minha enfrenta cada dia que passa e que podem ser
cruciais para o bom funcionamento da mesma. Mas o mesmo acontece nas juntas de
freguesia que constituem uma vila ou cidade, pois se assim não fosse, elas não
existiam nesses locais.
Para além de promessas, quem assume o lugar de
presidente de junta deve ter principalmente em conta, saber conhecer as suas
gentes e tentar minimizar problemas de todos os tipos que podem surgir ao longo
das 24H de um dia.
E sejamos realistas, estamos sempre a criticar o que foi mal feito na nossa freguesia, mas se são os de outras a falar, aí está o barulho armado, pois quem está mal pode sempre “ir pregar para outra freguesia”, não é verdade??

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