quarta-feira, 7 de abril de 2021

Politiquices à parte, a minha junta é melhor que a tua! – Parte I

Sempre ouvi dizer que “a galinha da vizinha é melhor que a minha” e isso também se pode implicar quando o assunto são as 3092 freguesias de Portugal. Descansem que não venho para aqui falar de forças políticas, mas sim de política muito superficial e de algo que gostava de vivenciar desde que comecei a interessar-me por este tipo de assuntos e deixei de ver o hemiciclo da Assembleia da República como um mero local onde pessoas ilustres se sentavam e quando lhes dava na “gana” falavam do que queriam - sim, era esta a definição quando eu era criança e a via na televisão -. Desde que fomos afetados pela crise mundial de 2008, comecei a gostar de discutir política, sempre com respeito às diferentes perceções que me davam, mas claro refutava sempre com a minha.

Mas eu quero focar-me mais no poder local, mais precisamente nas juntas de freguesia. Embora sejam a composição política mais pequena no nosso grande e vasto sistema administrativo, é aqui que temos a primeira resposta a problemas relacionados com a nossa rua, o nosso bairro e da terra em si. Quem por lá passa começa a ter uma noção diferente da política e dessa vida, que não passa só por cortar fitas e ouvir as pessoas a tratarem pelo “Sr.” ou “Sr.ª Presidente”.

Ao contrário de muitas pessoas por esse país fora, o meu sonho não é subir ao mais alto cargo da nação para tomar decisões importantes. Embora não posso negar que seria interessante, – e muitos problemas de freguesias que se uniram podiam ser postos em causa. Mas isso fica para uma outra crónica - a minha aspiração na vertente política é ter um contacto mais próximo com a junta da minha freguesia. Muitos agora deve estar a pensar que não penso em alto, só que, penso até demais, pois ser presidente de uma aldeia no interior de Portugal é muito mais para além de ser apoiado por um certo partido que aplaude aquelas medidas. Tentar resolver os problemas que uma freguesia rural como a minha enfrenta cada dia que passa e que podem ser cruciais para o bom funcionamento da mesma. Mas o mesmo acontece nas juntas de freguesia que constituem uma vila ou cidade, pois se assim não fosse, elas não existiam nesses locais.

Para além de promessas, quem assume o lugar de presidente de junta deve ter principalmente em conta, saber conhecer as suas gentes e tentar minimizar problemas de todos os tipos que podem surgir ao longo das 24H de um dia.

E sejamos realistas, estamos sempre a criticar o que foi mal feito na nossa freguesia, mas se são os de outras a falar, aí está o barulho armado, pois quem está mal pode sempre “ir pregar para outra freguesia”, não é verdade??

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