quarta-feira, 12 de maio de 2021

Digam não ao bullying e ao Cyberbullying

 

Cada vez existe mais casos de crianças, adolescentes e até idosos que sofrem de bullying. Qualquer forma de bullying pode marcar para sempre a personalidade do indivíduo, torná-lo débil na capacidade de comunicar e incapaz de se afirmar em termos sociais. A frequência e severidade destes comportamentos vão, progressivamente, enfraquecendo a capacidade de resistência da vítima que, de forma corrosiva, se vai isolando, destruindo a sua autoimagem, reduzindo a autoestima e aniquilando qualquer tentativa de ultrapassar ou de alterar o círculo vicioso agressão/vitimização.

 Em cada faixa etária tem situações diferentes, como por exemplo há o bullying na escola que maior parte das crianças e adolescentes sofrem de ofensas e por vezes até agressão. E há o bullying na população mais envelhecida, pode haver pessoas que pensam que só existem vítimas de bullying na população mais nova, mas não, existe em várias idades infelizmente, nos idosos por vezes acontece só pelo facto de se quererem integrar na sociedade de hoje em dia, de quererem ser ativos e de terem redes sociais.

O bullying face-a-face continua a persistir e evoluiu para novas práticas: o cyberbullying. Para que um comportamento agressivo seja considerado cyberbullying devem ser satisfeitas três condições: repetição do comportamento; causar dano a alguém; ser levado a cabo com intencionalidade. Em função da via pela qual é produzido e do tipo de agressão praticada, pode ser definido como todo o comportamento manifestado por um grupo ou indivíduo que, de forma retirada, transmita mensagens agressivas ou hostis, com a intenção de fazer mal ou causar incomodidade a alguém. Trata-se de uma forma de ser cruel para com outros enviando, reencaminhando, publicando conteúdos prejudiciais aos mesmos e fazendo comentários ofensivos utilizando, as redes sociais ou outras tecnologias digitais: e-mails, mensagens por telemóvel ou websites. No que se refere à natureza do abuso praticado, este pode traduzir-se em comportamentos de discussão acesa, assédio, dissimulação, revelação de segredos, engano, exclusão e ciberperseguição. Organizado numa dinâmica relacional, em que se diferenciam papéis (agressor, vítima, reforçador, auxiliar, defensor e observador), o canal de comunicação usado, a instantaneidade e a ausência de contacto face-a-face conferem-lhe características especiais. Nesse sentido, e por se prover da rapidez, visibilidade e imediatismo da informação proporcionada pela Internet, facilmente se dissemina, alargando o poder pessoal de quem intimida e a vulnerabilidade de quem é vítima.

O cyberbullying acontece principalmente nos jovens, mas também existem casos noutras faixas etárias, por exemplo, a população mais envelhecida que usa redes sociais é muitas vezes atacada com comentários ofensivos por se tentarem integrar nas novas aplicações de interação.

O Bullying e o cyberbullying atenta contra a saúde, a integridade psicológica e, em alguns casos, física da vítima, exerce danos emocionais de difícil reversão, ou até mesmo irreversíveis, de que é exemplo a diminuição da função cognitiva após os 50 anos de idade. As vítimas, regra geral, apresentam perturbações do sono e da alimentação, frustração e baixa autoestima, comprometimento da capacidade de socialização, ansiedade, stresse, depressão, fobia e desmotivação perante a vida escolar absentismo e menor desempenho académico. Para além do referido, apresentam maior tendência para atribuir a culpa a si próprias, desinteresse geral pior saúde física e maior tendência para o suicídio.

As redes sociais é o meio em que mais afeta, existe sempre comentários ofensivos só por simplesmente uma pessoa ser ela própria. Atrás de um ecrã todos falam e não podemos deixar-nos rebaixar por outras pessoas que não são melhores que nós, são pessoas frustradas que descarregam nos outros porque também tem problemas, mas em vez de procurarem ajuda para os resolverem, massacram os outros para fazerem a eles próprios felizes e isso é só triste.

Digam não ao bullying e ao Cyberbullying!

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