Cada vez existe mais casos de crianças, adolescentes e até
idosos que sofrem de bullying. Qualquer forma de bullying pode marcar para
sempre a personalidade do indivíduo, torná-lo débil na capacidade de comunicar
e incapaz de se afirmar em termos sociais. A frequência e severidade destes
comportamentos vão, progressivamente, enfraquecendo a capacidade de resistência
da vítima que, de forma corrosiva, se vai isolando, destruindo a sua
autoimagem, reduzindo a autoestima e aniquilando qualquer tentativa de
ultrapassar ou de alterar o círculo vicioso agressão/vitimização.
Em cada faixa etária tem
situações diferentes, como por exemplo há o bullying na escola que maior parte
das crianças e adolescentes sofrem de ofensas e por vezes até agressão. E há o
bullying na população mais envelhecida, pode haver pessoas que pensam que só
existem vítimas de bullying na população mais nova, mas não, existe em várias
idades infelizmente, nos idosos por vezes acontece só pelo facto de se quererem
integrar na sociedade de hoje em dia, de quererem ser ativos e de terem redes
sociais.
O bullying face-a-face continua a persistir e evoluiu para
novas práticas: o cyberbullying. Para que um comportamento agressivo seja
considerado cyberbullying devem ser satisfeitas três condições: repetição do
comportamento; causar dano a alguém; ser levado a cabo com intencionalidade. Em
função da via pela qual é produzido e do tipo de agressão praticada, pode ser
definido como todo o comportamento manifestado por um grupo ou indivíduo que,
de forma retirada, transmita mensagens agressivas ou hostis, com a intenção de
fazer mal ou causar incomodidade a alguém. Trata-se de uma forma de ser cruel
para com outros enviando, reencaminhando, publicando conteúdos prejudiciais aos
mesmos e fazendo comentários ofensivos utilizando, as redes sociais ou outras
tecnologias digitais: e-mails, mensagens por telemóvel ou websites. No que se
refere à natureza do abuso praticado, este pode traduzir-se em comportamentos
de discussão acesa, assédio, dissimulação, revelação de segredos, engano,
exclusão e ciberperseguição. Organizado numa dinâmica relacional, em que se
diferenciam papéis (agressor, vítima, reforçador, auxiliar, defensor e
observador), o canal de comunicação usado, a instantaneidade e a ausência de
contacto face-a-face conferem-lhe características especiais. Nesse sentido, e
por se prover da rapidez, visibilidade e imediatismo da informação
proporcionada pela Internet, facilmente se dissemina, alargando o poder pessoal
de quem intimida e a vulnerabilidade de quem é vítima.
O cyberbullying acontece principalmente nos jovens, mas
também existem casos noutras faixas etárias, por exemplo, a população mais
envelhecida que usa redes sociais é muitas vezes atacada com comentários
ofensivos por se tentarem integrar nas novas aplicações de interação.
O Bullying e o cyberbullying atenta contra a saúde, a integridade
psicológica e, em alguns casos, física da vítima, exerce danos emocionais de
difícil reversão, ou até mesmo irreversíveis, de que é exemplo a diminuição da
função cognitiva após os 50 anos de idade. As vítimas, regra geral, apresentam
perturbações do sono e da alimentação, frustração e baixa autoestima,
comprometimento da capacidade de socialização, ansiedade, stresse, depressão,
fobia e desmotivação perante a vida escolar absentismo e menor desempenho
académico. Para além do referido, apresentam maior tendência para atribuir a
culpa a si próprias, desinteresse geral pior saúde física e maior tendência
para o suicídio.
As redes sociais é o meio em que mais afeta, existe sempre
comentários ofensivos só por simplesmente uma pessoa ser ela própria. Atrás de
um ecrã todos falam e não podemos deixar-nos rebaixar por outras pessoas que
não são melhores que nós, são pessoas frustradas que descarregam nos outros
porque também tem problemas, mas em vez de procurarem ajuda para os resolverem,
massacram os outros para fazerem a eles próprios felizes e isso é só triste.
Digam não ao bullying e ao Cyberbullying!
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