Não tarda muito para chegar o verão! As temperaturas já estão demasiado amenas para esta altura e com elas vem sempre aquela saudade de termos noção de que realmente pode-se fazer muitas mais coisas, embora isso deva-se aos dias maiores. Para mim o verão é uma coisa única e fantástica. Embora também goste de estar naqueles dias de inverno à lareira, não há nada melhor que aproveitar as temperaturas que o nosso país oferece numa ribeira e começar o dia num sítio, acabando noutro quase a 100km´s.
Mas uma das coisas que tenho mais saudades no verão e
em particular nas noites é as festas das terrinhas. Em especial das da minha
terra, mas também das localidades circundantes, onde juntamente com amigos
fazíamos o chamado “rali-festas”. Todos os santos fins-de-semana não faltávamos
a alguma, porque praticamente havia sempre.
Claro que todas as festas são iguais nalguns aspetos,
pois se assim não fossem não tinham a sua essência, como é o caso das bandas da
região animarem as noites, a típica aparelhagem sempre com hits que embora
possam ter para cima de 20 anos, nunca passam de moda, as tão famosas bifanas
no pão acompanhadas com o suminho de laranja mesmo característico só das festas
e lá nalguns casos de vez em quando, aparece um artista famoso para ainda
animar mais a malta e no intervalo do concerto ou no fim, as tão aguardadas
fotos com ele são sagradas. Ah pois, e no domingo a banda filarmónica tem de
fazer a arruada e lá para a tardinha um mini concerto.
Depois temos alguns aspetos particulares de cada
terra. Na minha, para além de todos aqueles que enumerei, temos a personalidade
da terra a dançar agarradinho à sua cevada fermentada; na hora da procissão de
domingo, à porta da igreja tem de haver sempre uma grande confusão a ver quem é
que leva o andor do padroeiro e não podia faltar as idas a pé em grupos de
amigos, desde a povoação ao recinto das festas que fica mesmo no cimo da serra,
que demoram, não porque é longe, mas porque alguns já vão bem alegres.
Agora com a pandemia, já vai para dois anos que isto
tudo não acontece e embora perceba que seja preciso não haver para que possamos
todos voltar o mais rapidamente possível ao dito normal, as saudades vêm sempre ao de cima e
não vemos a hora para que as festas voltem e possamos de novo brindar a tudo,
mas principalmente a que todo o Mundo tenha saúde.

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