terça-feira, 22 de junho de 2021

A minha estrela guia.

Queria começar por mencionar nesta crónica que detestava tudo o que era animal, bem detestar não é a palavra adequada, é mais do género quanto mais longe, melhor. A minha mãe sempre gostou muito de animais, aliás os preferidos dela são os cães, de preferência pastores alemães que são aqueles que mais detesto. O que fez a fofinha da minha mãe? Sim, arranjou 2 cães, pequenos, mas cães. Ao menos eram pequeninos. Nunca fui muito chegando aos cães. A teimosa da minha mãe era insistente sempre quis animais lá em casa, acreditam que a minha mãe ainda arranjou uma tartaruga, caturras e um peixe? Para dizer a verdade a minha mãe conseguiu que eu gostasse de animais. Quando eu sempre pensei “animais e eu, nunca”.

Bem, vou-vos contar como comecei a gostar. Foi numa das muitas tentativas da minha mãe. Lembro-me de tudo daquele momento, foi num dia nublado como o de hoje, pensei que fosse mais um dia normal, estava lá eu com a minha cara de enjoado a saber que a minha mãe ia levar mais um animal para casa. Estava sentado numa espécie de muro, até ao momento que passou por mim uma pequena bola de pelo, do tamanho da palma da minha mão e de olhos azuis. Eu, olhei para ela e ri-me, ela olhou para mim durante um tempo veio na minha direção, e eu nem sei porquê fiz-lhe uma festa. A minha mãe ficou “parva” ao ver a cena. Depois virasse para mim, ri-se e diz que vamos levar a gata, no fundo, fiquei feliz por ouvir isso. Entretanto, trouxemo-la para casa e ela não faz mais nada do que sentar-se nos meus pés a espera que eu lhe pegasse e que a colocasse ao meu lado.

Tenho de confessar tornei-me completamente apaixonado por aquela gata, ela fazia-me tão feliz. Já não dormi sem ela. E quando ia sair com os meus amigos lá estava ela a minha espera, para dormir. Passávamos os dias juntos foram assim durante 6 meses, até vir para Portalegre. Coitadinha, custou-lhe tanto estar sem mim e a mim sem ela. Metia-me tanta aflição quando ela ouvia a minha voz no telemóvel e ficava a minha procura ou quando a minha mãe me mandava foto dela deitada na minha cama, a minha espera, juro que tristeza sentia no meu coração. Ela era mais que uma gata, era quem me ouvia sempre, chorei com ela, ri-me com ela, eu adorava aquela gata. Acerca de três semanas ela desapareceu, mas sempre tive a esperança que ela aparecesse. Fui a casa este fim de semana, acabei por ir procura e infelizmente encontrei-a morta, com a coleira que eu lhe comprei. A tristeza que senti no momento e a que sinto neste momento no meu coração é inexplicável. Perdi um pedaço de mim. Não quero outro animal, só queria a minha mia.

Guia-me dai de cima, a minha estrela.

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