Ando à beira de um crise existencial cada vez que este assunto surge em alguma conversa, ou na minha cabeça. Antes de tudo vamos todos tirar um momento para refletir e pensar com cabeça, se fazem o favor: A vida não era tão melhor na altura em que não sabiam nada sobre redes sociais, e não sabiam os pormenores ridiculamente desinteressantes da vida de outras pessoas? Talvez já haja muita gente que não conhece essa vida “pré redes sociais” mas eu, mesmo sendo jovem e da geração em que se deu o grande crescimento das tecnologias, ainda vivi bastante tempo sem saber o que era ir todos os dias à internet, ao telemóvel, aos instagrams da vida e, portanto, à vida dos outros. Entretanto deu-se este “boom” das redes sociais e fui-me habituando, como a maior parte das pessoas, a não saber o que é não ir um dia às minhas redes sociais, a não saber o que é não ver a vida dos outros durante a maior parte do meu dia.
O principio das redes sociais é uma ideia excelente, a
aproximação da sociedade e facilidade de acesso a informação que trazem na
teoria é incrível, mas na prática não acho que funcione assim tão bem. Eu
sinto-me uma parva por ser tão viciada nessa porcaria, que sim, é mesmo uma
porcaria. Mesmo não querendo, mesmo tentando afastar-me desse mundo, atualmente
as redes sociais estão em todo o lado e isso anda a enraivecer-me de uma forma
que não consigo sequer pôr em palavras.
O que é que andar a ver que a não sei quantas está a comer
um gelado na praia e o não sei quantos está com os amigos no carro traz à minha
vida ou acrescenta à minha pessoa?
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