Ao que parece esta será a minha última crónica que escrevo para esta cadeira, mas o espírito de cronista continuará em mim e quiçá continuarei a escrever de quinze em quinze dias alguma coisa. Gostei muito e acho que as quartas ficarão marcadas por isso.
Para terminar, queria falar de algo em grande e nada
melhor do que esta magnifica aventura que se passou na ESECS e antes de uma
aula de crónica. Nesta altura, muito se pergunta o que será, os meus colegas
que vivenciaram devem estar a escrever também sobre isso e à minha professora
tenho de lhe agradecer a paciência porque de certeza estar a ler 4 textos sobre
o mesmo tema.
A tarde tava quente e ainda mais quente ficamos com
aqueles minutos presos no elevador. Para terminar um longo dia de aulas,
faltávamos apenas uma e já cansados de andar, decidimos ir pelo elevador, com
intuito de chegar a horas [o que acabou por não se verificar]. Antes de
entramos uma colega avisava-nos que a plataforma estava muito baixa, mas nós feitos
corajosos por já nos termos aventurado uma outra vez e ter corrido bem, apenas
entramos. Em último recurso tínhamos, “uma água, bananas e bolachas”, que uma
outra colega tinha numa bolsa. Mal carregamos no botão do piso 1, vemos o
elevador a subir um pouco, mas a parar repentinamente, damos por nós entre
pisos, só víamos na fisga da porta uma parede. Com toda a confiança de que
teríamos rede, pegamos num telemóvel e nada, até que lá um milagroso traço de
rede fez com que pudéssemos ter ligado para pedir ajuda. Enquanto estávamos à
espera, o ambiente começava a ficar quente, tentávamos poupar o ar, até que a
luz vai abaixo. Ficamos aflitos, com o coração nas mãos. Regressa a luz e no
painel do elevador aparece -5, ainda ficamos pior! Até que começamos a ver que
o elevador estava a mexer e regressamos ao piso de origem, onde já nos estava à
espera um funcionário, que tinha sido o nosso salvador. Saímos todos com os
corações nas mãos, um pouco mais descansados, mas o choque só passou quando
fomos brindar àquela incrível aventura.
Para ainda nos rirmos mais daquela situação, verificamos que a sirene também
não estava sincronizada e só começou a tocar, quando já estávamos fora do
elevador.
Nunca pensei ter vivido uma experiência daquelas,
estava num estado de choque que não sei explicar, mas o importante foi que
passou, agora rio-me daquela situação e pelo menos dou graças a Deus por não
ter vivenciado aquilo sozinho.

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