Sempre me conheci “festeira”, como se costuma dizer. Comecei a sair cedo, com cerca de 14/15 anos, talvez porque tenho um irmão mais velho que depois de alguma insistência passou a levar-me com ele, até chegar à idade de sair sozinha.
Nessa altura conhecia pessoas e fazia amizades com alguma facilidade, mas desde os meus vinte anos (talvez?), que gradualmente fui perdendo a paciência. Fui-me tornando mais introvertida, e neste momento não tenho pachorra alguma para ficar até às cinco da manhã a conviver com pessoas que na maior parte das vezes não me interessam, não fazem parte do meu núcleo de amizades, nem tampouco têm algo que me acrescente. Então porquê insistir? Comecei a perceber esta realidade no início do ano. Quem disse que o início do ano não traz mudanças? Pois para mim trouxe. Aceitei que estou a entrar na idade em que não faço fretes, nem vontades alheias para agradar a outrem, há dias que me apetece sair, há dias que me apetece ficar em casa a comer chocolates e a ver uma série.
Faz tudo parte de uma coisa
chamada VIDA.

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