Venci o bullying. Venci a depressão. Cresci e fui forte durante os dois anos em que a minha mãe esteve doente, aguentei essa dor que sentia em silêncio porque a meu ver só o silêncio é que me compreendia. Mas, não consigo vencer esta luta que tenho comigo mesma. A minha mente dá cabo de mim aos poucos e reconheço que acabei por me adaptar às partidas que me são pregadas. Habituei-me a este cenário.
Sofro em silêncio pois tenho receio de incomodar as pessoas que me são próximas com os meus problemas, sinto que estou a ser chata e que têm mais que fazer do que me ouvir…reservo-me por achar que é a melhor “solução”.
Lido diariamente com as facadas que a minha mente me espeta, contudo tenho alturas em que simplesmente não consigo aguentar e acabo por ter as “famosas recaídas”. Quando esse cenário acontece apetece-me gritar, mas acabo por deixar as minhas lágrimas escorrerem-me pela face como forma de alguma dor infiltrar-se nas lágrimas e desaparecer assim que as limpo. Fico mais aliviada.
Podia romantizar esta questão toda e dizer que a minha mente cria pensamentos que são estrelas perdidas no céu e que eu não as consigo encaixar em constelações, no entanto é um bocado o oposto como já deu para perceber ao longo desta crónica, portanto não preciso de me alongar quanto a este ponto.
Não tenho o intuito de tornar esta crónica numa coisa deprimente ou algo do género, simplesmente quis dar uma espécie de um “grande passo” e escrever aquilo que sinto, pois, acredito que existem pessoas que se identificam com as palavras que escrevi.
Finalizo esta crónica escrevendo o seguinte: espero que um dia esta luta chegue finalmente ao fim.
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