sexta-feira, 22 de abril de 2022

O início da liberdade…

 

Avizinha-se uma data muito importante para Portugal, para os portugueses, para todos aqueles que fizeram parte desse dia ou deram asas para que tal acontecesse. Falo então do grande dia, aquele que começou bem cedo, de madrugada pelas vozes daqueles que seriam os capitães dos portugueses, os capitães de abril que conduziram o 25 de abril em direção a dias infinitos de liberdade…

Sempre ouvi dizer que abril era sinónimo de liberdade, e que devíamos agradecer por tê-la, pois nunca saberemos até quando temos essa mesma liberdade. Há pessoas que dão graças a Deus pela Revolução dos Cravos, contudo nem todos tem a mesma opinião sobretudo aqueles que viveram a guerra colonial, pessoas de mais idade, e com isto não quero dizer que pensemos todos da mesma maneira ou que todos discordam com este acontecimento.

Mas às vezes penso e se o 25 de abril nunca tivesse acontecido? E se o Salgueiro Maia nunca tivesse sido militar? E se… pois é, se pensarmos sempre nos “e se isto ou aquilo”, nunca teríamos saído de uma ditadura que durou 48 anos não foram apenas 5 foram 48 anos longos e duros que certamente custaram a passar a muita gente.

O ser humano já teve inúmeras oportunidades de aprender que com a guerra não se chega a lado nenhum. Ontem foi dia do presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky discursar através de videochamada em pleno parlamento português, que contava com a presença de jornalistas, políticos, enfim de inúmeras figuras públicas da alta sociedade portuguesa, mas apesar dos cargos que desempenham, são portugueses e acima de tudo são seres humanos, até Zelensky recordou 25 de abril, o mesmo que acerca de dois meses se vê perante uma guerra, aquele que ainda não baixou os braços e ajuda a defender o país pelo qual foi escolhido para dar a cara nas boas e más ocasiões, às vezes penso, será que os nossos governadores fariam o mesmo? Espero nunca vir a descobrir.

Bom, espero que o 25 de abril se repita por muitos e longos anos, sem guerras, e em plena democracia, e que todos os países aprendam com a história do nosso país e com a história de outros países que passem por uma situação idêntica, temos de comemorar este dia por tudo aquilo que ele de bom nos trouxe não como sendo um simples feriado, por podermos sair à rua sem problemas, por podermos divertirmos sem os olhares da PIDE, por escrevermos o que nos apetecer sem a censura do lápis azul, temos de continuar a dar voz por todos aqueles que deram o corpo pela liberdade dos outros.

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