Avizinha-se uma
data muito importante para Portugal, para os portugueses, para todos aqueles
que fizeram parte desse dia ou deram asas para que tal acontecesse. Falo então
do grande dia, aquele que começou bem cedo, de madrugada pelas vozes daqueles
que seriam os capitães dos portugueses, os capitães de abril que conduziram o
25 de abril em direção a dias infinitos de liberdade…
Sempre ouvi
dizer que abril era sinónimo de liberdade, e que devíamos agradecer por tê-la,
pois nunca saberemos até quando temos essa mesma liberdade. Há pessoas que dão
graças a Deus pela Revolução dos Cravos, contudo nem todos tem a mesma opinião
sobretudo aqueles que viveram a guerra colonial, pessoas de mais idade, e com
isto não quero dizer que pensemos todos da mesma maneira ou que todos discordam
com este acontecimento.
Mas às vezes
penso e se o 25 de abril nunca tivesse acontecido? E se o Salgueiro Maia nunca
tivesse sido militar? E se… pois é, se pensarmos sempre nos “e se isto ou
aquilo”, nunca teríamos saído de uma ditadura que durou 48 anos não foram
apenas 5 foram 48 anos longos e duros que certamente custaram a passar a muita
gente.
O ser humano já
teve inúmeras oportunidades de aprender que com a guerra não se chega a lado
nenhum. Ontem foi dia do presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky discursar
através de videochamada em pleno parlamento português, que contava com a
presença de jornalistas, políticos, enfim de inúmeras figuras públicas da alta
sociedade portuguesa, mas apesar dos cargos que desempenham, são portugueses e
acima de tudo são seres humanos, até Zelensky recordou 25 de abril, o mesmo que
acerca de dois meses se vê perante uma guerra, aquele que ainda não baixou os
braços e ajuda a defender o país pelo qual foi escolhido para dar a cara nas
boas e más ocasiões, às vezes penso, será que os nossos governadores fariam o
mesmo? Espero nunca vir a descobrir.
Bom, espero que
o 25 de abril se repita por muitos e longos anos, sem guerras, e em plena
democracia, e que todos os países aprendam com a história do nosso país e com a
história de outros países que passem por uma situação idêntica, temos de
comemorar este dia por tudo aquilo que ele de bom nos trouxe não como sendo um
simples feriado, por podermos sair à rua sem problemas, por podermos
divertirmos sem os olhares da PIDE, por escrevermos o que nos apetecer sem a
censura do lápis azul, temos de continuar a dar voz por todos aqueles que deram
o corpo pela liberdade dos outros.
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