Sexta-feira dia 22 de abril de 2022, passados dois anos de
uma pandemia mundial, foi liberado o uso obrigatório das máscaras, mas foram
também liberadas as nossas expressões indesejadas e foi também liberada a nossa
cara, nua e crua.
Depois de dois anos temos de novo a nossa cara descoberta e
do nada parece que já não sabemos agir sem algo a tapar-nos a cara, sem algo,
que de certa forma, esconda as nossas expressões. Algo que antes da vinda “do
bicho”, como as minhas avós lhe gostam de chamar, era tão importante para
lermos as pessoas.
Aprendemos a nos expressarmos com os olhos, por palavras e
por gestos, e as expressões faciais já era algo do passado, algo esquecido.
Para mim as nossas expressões são como a capa de um livro, dão
uma ideia do seu conteúdo, mas não o mostram na sua totalidade e por vezes não correspondem
ao conteúdo. Mas é um simples sorriso, uma simples expressão que nos davam uma ideia
da pessoa.
Agora foi-nos tirada a nossa capa do livro e passado tanto
tempo a escondê-la é difícil voltar a criar todos os dias uma capa nova e ter
de moldá-la e ajustá-la a cada pessoa.

Sem comentários:
Enviar um comentário