Sempre ouvi dizer que depois dos dezoito o tempo passa a correr. Toda a gente dizia que a partir dessa idade o tempo passaria a correr, e que não podíamos deixar para amanhã, aquilo que podemos fazer hoje. É claro que continuamos a crescer e que é aqui que entramos na idade adulta, numa altura em que foram quase duas décadas em que o tempo passava praticamente lentamente, e onde guardamos vários acontecimentos e emoções. Aquela idade que todos nós tanto esperávamos e que já há muito a vamos idealizando nas nossas cabeças, em que pensamos que já não temos que dar justificações a ninguém, podendo fazer aquilo que nos bem apetece, porque somos "maiores de idade" e mandamos em nós.
Mas as coisas não são bem assim como nós pensamos. Sempre ouvi dizer, "não faças planos para a vida, porque a vida já tem planos para ti", e é bem verdade. Nós idealizamos o que queremos fazer depois dois dezoito, mas os planos acabam sempre por nos passar completamente ao lado, e começamos a ver que o tempo começa a passar a correr.
Analisando bem o meu percurso depois dos dezoito anos, posso dizer que tirei a carta de condução, que foi uma das melhores coisas que pude fazer, depois dos dezoito, viajei pela primeira vez sozinho, sem os meus pais, para outro continente, e claro, entrei para a faculdade, e nesta última já há veteranos de curso e não só, que me perguntam se estou preparado para "queimar" para o próximo ano, em que a minha resposta é sempre esta "como o tempo passa". Parece que foi ontem que entrei pela primeira vez no auditório da escola, repleto por alunos que não conhecia de lado nenhum.
Olhar para trás no tempo, tem destes privilégios, em que podemos olhar e refletir sobre as coisas boas e menos boas que a vida nos dá, porque nem tudo é ouro. Hoje em dia, digo muitas vezes, que não quero fazer anos, porque só de ver que é mais um, fico logo chocado. Parece mesmo que ainda ontem comecei a andar e hoje já estou onde estou. Como dizia Tony de Matos "Ó tempo volta para trás".
João Sabóia
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