segunda-feira, 13 de junho de 2022

Num bloco de notas pela madrugada

Há uma luz que se esconde, quando foges de ti. Quando te perdes no meio do caos e já não sabes onde colocar a ordem. Há uma luz que se desvanece, no princípio e no fim. Quando não te refugias no silêncio, dos que sabes que te ouvem. Há uma neblina que te percorre, quando te deixas de ouvir. Quando o barulho se sobrepõe ás vozes que ditam o que és. Há uma neblina que te acaricia e trata por tu. Quando deixas de ver o mar e perdes o sentido às marés. Há uma claridade que incendeia, quando persistes aqui. Quando pincelas a vida, íntegra da tela e do caminho. Usas todo o espectro, és dona de ti e quem aprecia a obra, espanta-se com as cores do teu destino. Há uma claridade que incendeia, quando a vida nasce de ti. Quando danças, cantas e aprecias a tua companhia. Enches a sala, a casa, as avenidas e a rua. 

Não sei qual é o segredo mas mulher, nunca a tua alma foi tão tua.

Fim.

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