Quando era pequena, deveria ter 7 ou 8 anos, o meu passatempo preferido não era brincar às bonecas, mas sim escrever. Adorava escrever. Escrevia histórias, histórias essas que na minha cabeça davam filmes dignos de Hollywood. Costumava lê-las para as minhas primas e para os meus avós, que me faziam sentir uma verdadeira escritora com os seus comentários. Este foi o meu primeiro sonho, ser escritora.
Cresci, e o meu sonho rapidamente “morreu”, porque percebi
que escrevia mal e que era um sonho inalcançável.
Surgiu outro sonho. Aos 10 anos fui para um conservatório,
onde encontrei a minha paixão, a música.
Aprendi a tocar saxofone, a conhecer compositores através das
suas músicas, aprendi o que tinha para aprender em 5 anos, 5 fantásticos anos.
Descobri que para além de adorar tocar saxofone, adorava
cantar. Era elogiada pelos meus vários professores de canto, mas nunca dei
muita importância a isso. Mas assim nasceu o meu outro sonho que desaparecera
por não acreditar em mim.
Agora aqui estou eu, no 2º ano do curso de Jornalismo e
Comunicação. Comecei na escrita, depois na música e acabei em Comunicação
Organizacional.
Atualmente, o meu porto seguro ainda é quando estou só eu
com o meu saxofone e é quando me consigo abstrair de tudo o que se passa na
minha vida, mas não passa disso, não passa de um refúgio.
Por isso sonhem, sonhem muito e não desistam dos vossos
sonhos por medo, sigam em frente sem se preocuparem com olhares menos bons,
porque a vida é feita de sabores e dissabores.
Acabo a minha última crónica com uma citação de Fernando Pessoa: “Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.”

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