Como é ser meio termo?
Por mais que as pessoas lutem contra o etnocentrismo e o racismo, só quem vive na pele sabe o peso das palavras de desmerecimento e desvalorização contra a nossa cultura, o nosso corpo, os nossos valores e principalmente a nossa inteligência.
Quando se é uma pessoa preta ou branca a mensagem é direta e especifica, mas e quando se trata de mulatos?
Quando o cabelo não é nem liso e nem crespo, a cor de pele não é nem branca e nem preta. Ou quando as pessoas brancas dizem que no verão conseguem ficar da nossa cor, e as pessoas pretas dizem que quando apanharmos sol ficaremos igual a elas.
E nesta confusão toda onde é que a gente se encontra, neste meio termo em que a pessoa não é nem branca e nem preta.
Com os meus cabelos cacheados, olhos castanhos-claros e pele morena sinceramente já não me encaixo em nenhum padrão de beleza, nenhuma sociedade pois se num continente sou branca demais para ser preta e noutra sou preta demais para ser branca, na qual devo me encaixar?
Suponho que não devia retratar este assusto desta forma, mas é curioso que nunca tinha ouvido falar antes destas diferenças, ou melhor, destas indiferenças que poucas pessoas falam sobre e quando falam têm medo de serem julgados por algo que é notório em comentários comuns no dia a dia como:” Ah, mas você não é tão preta assim!”, “este cabelo é teu ou é peruca?”, “No verão consigo ficar da tua cor!” ficavas mais se alisasses o cabelo!”.
Os preconceitos das pessoas sempre vão estar em qualquer lado, e na minha perspetiva a única solução é tentar nos encaixar e rebater coma mesma moeda, penso que só assim conseguiremos acabar com o preconceito.
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