Uma família com duas filhas, um filho bebé que querem um animalzinho de estimação, uma mãe que não tem opinião sobre o assunto e um pai que se opões extremamente à ideia de adquirir um ser totalmente dependente é o exemplo de muitas famílias e a minha não é exceção.
Foi assim que a minha família deixou de ser barulhenta e mexida para ser extremamente barulhenta e mexida.
Lembro-me perfeitamente de como tivemos conhecimento de um gatinho que necessitava de um lar. Estava eu e a minha irmã a jantar no café, na altura, da minha tia, e um senhor que nos conhece desde sempre perguntou se queriamos uma gatinha. O meu pai que estava numa outra mesa com a minha mãe depressa se opôs à ideia, mas estava já o acordo feito, no dia seguinte, o senhor Jaime traria um malhado preto e um malhado cinzento para que pudéssemos escolher.
E desde esse dia que a minha vida deixou de ser igual. Enquanto bebé, foi toda uma preocupação porque a pequenina bola de pelo andava por debaixo dos móveis e ninguém sabia dela, mas depois cresceu e também nós.
Ela deixou de ser uma novidade em casa e passou a ser mais um ser que cá vive. O meu pai lá se acostumou com a Mia - um nome que precisou de muito raciocínio mas que para ser original, não é apenas um nome normal, é a inicial de cada nome meu e dos meus irmãos - e eu estou cada vez mais próxima de sair daqui.
Não sei como será, mas sei que vou ter saudades, até de quando já não a posso ouvir miar. Vou ter saudades de cada vez que não me posso mexer porque ela está no meu colo, ou de acordar na ponta da cama, porque ela se vai deitar comigo.
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