terça-feira, 1 de abril de 2025

Mil formas de amar

 Ao longo da minha vida, sempre pensei que a única forma de amor era a romântica. Estar apaixonada, viver um grande romance, casar e viver feliz para sempre com o meu parceiro como nas histórias em que ouvia quando era criança, mas o tempo ensinou-me duas coisas: que a vida não é um conto de fadas e que existem outras formas de amar.

Os dezoito anos são, por norma, aquela idade em começamos a questionar tudo à nossa volta. Pelo menos foi assim comigo. Acho que foi o momento em que me senti mais perdida e acredito que muitas pessoas da minha idade passam pelo mesmo. Comecei a refletir sobre a experiência de amar e ser amada, e percebi que eu estava rodeada de amor. Não de um parceiro, mas amor e proteção da minha família e dos meus amigos. Costumo dizer que os amigos são aquele conjunto de pessoas com quem não temos um laço sanguíneo, mas temos um laço emocional profundo e muito mais forte do que o sanguíneo. Os amigos são a família que escolhemos. Uns estão na faculdade, outros a trabalhar e é cada vez mais difícil de marcar saídas, mas quando conseguimos, é como se não tivessem passado meses.

Depois, mas não menos importante, temos a família. Todas as experiências familiares são diferentes, mas é uma sorte crescer numa família cheia de amor e proteção. São laços eternos com histórias e memórias que nos acompanham desde o dia em que damos o nosso primeiro suspiro.

Nem toda a gente nasceu para casar e está tudo bem. Não é porque uma pessoa decide não ter um relacionamento que ela é triste e vive infeliz. A vida é feita de escolhas e as pessoas podem amar de várias formas. É válido querer conhecer alguém, namorar e casar. É lindo quando o amor romântico nasce e floresce dentro de nós. Dá aquele friozinho na barriga e contamos as horas para estar com a pessoa.

O amor é lindo em todas as suas formas e pode ser manifestado de mil maneiras diferentes. O amor é válido em todas as suas formas.


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