O amor é a maior perfeição na imperfeição, doce como o fel. Talvez, como a democracia, o menos mau entre os sistemas testados, em constante maturação. Se é bom que aconteça, sem fronteiras, mas sempre com limites. N'"O Amor é Fodido", em 1995, Miguel Esteves Cardoso, de maneira acutilante e brilhante enredou um amor doente e extremista. O pior no melhor, problema que estava, e está, identificado, que colocamos de parte por ser o lado mau da força.
Vamos ao que interessa. Falemos da beleza de um sorriso, da sensualidade da palavra, do erotismo na ação. A naturalidade da satisfação na entrega quando se gosta a sério. Há lá maior efeito borboleta do que quando parece que a engolimos, bem espevitada, e a bicha fica a tomar-nos conta estômago sem perder gás a sugar toda e qualquer coordenação naqueles momentos de encontro em que pretendemos dar tudo.
É um facto que no início o amor parece que tem asas felpudas, depois azeda e faz mal à pele, mas, no fim, bate tudo certo. E porquê? Basicamente porque à medida que as pessoas se conhecem parece que se vão cortando limões e mergulhando de boca naquela fruta amarelinha. À medida que se chupa sem açúcar ficam cada esgar é uma ruga.O caminho é tudo escola e é porreiro, faz parte. Lado a lado, muito melhor.
O amor, como a democracia, amadurece.
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