Existem palavras que ganham o seu próprio espaço, liberdade é uma delas.
Grita-se alto quando se conquista, e fala-se com orgulho quando a sentimos.
Em Portugal foi na madrugada de dia 25 de abril de 1974, que a liberdade mascarada de cravos vermelhos veio à rua e proclamou vitória com o povo português.
Neste dia Portugal acordou diferente, um país onde antes se falava em segredo, onde a censura apagava as ideias e os pensamentos eram perseguidos, encontrou a coragem nas vozes de soldados que trocaram as balas das suas armas por cravos vermelhos que no dia 25 cobriram as ruas de portugal.
A revolução devolveu o voto, a escolha, o pensamento, o direito de discordar, e principalmente devolveu o significado da palavra, liberdade.
Desde então que a liberdade está na sala de aula onde se debate sem receio, nas eleições que são feitas livremente, na imprensa que critica e informa, nas conversas de café que se fala de futebol, política ou arte sem censura.
Hoje a liberdade tem vindo a perder-se aos poucos, entre as leis que parecem inofensivas, discursos que levam ao ódio, e medos que justificam o controlo.
Hoje cada vez mais a liberdade deixa de ser um direito e passa a ser um privilégio.
Como todas as conquistas, a liberdade exige memória, exige que ninguém se esqueça do tempo em que ela não existia. Que nunca se apague da história quem lutou por ela, e nem se banalize o seu valor. Porque a liberdade não é poder fazer tudo mas sim escolher tudo o que se faz, a liberdade é um direito e deve ser defendida acima de tudo.
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