Parecia um puto. Fechei os olhos e até cheirava a novo. Eu. O resto estava tudo igual, mas diferente, sem Net o que, parecendo que não, muda tudo. Vários problemas: sem rede, como é que digo que não tenho Net, se nem há rede telemóvel, nem, nem nada porque ligámos tudo. Tecnologias que, quando crescem e se tornam adultas, atiram-nos para uma meninice de trevas sem mão ou boia de salvação.
A meio da viagem de trabalho, quando a energia escapou do sistema , ainda não se sabia nada mas a internet logo deu sinal e eu: "oh pá, aqui, há gato"... e havia. Na radio logo começaram a aventar-se as primeiras hipóteses, seguiram-se confirmações e... Acordei. Não era gato, andava uma manada de elefantes a sambar na península ibérica. O tremor daí resultante era perfeitamente imprevisível.
Durou pouco aquele sono imberbe. Já a sensação perdurou. Infinitamente parolo andei, telefone em riste, a caçar pauzinhos no visor do telefone como se dependesse da entrada de dados a salvação do planeta. Andava no meio do novo zoo e era de ligar a bimby para bombar diretos. Nem os dados entraram, nem o mundo acabou.
Vingou o rádio a pilhas, essa tecnologia bruta que reviveu o sonho com fato de gala e deu baile. Estudassem.
Raro, estranho e muito fora de brincadeiras é que, se nem o Presidente da República recebeu a SMS da proteção civil por que raio não se comunicou pela rádio que faz parte do kit.
sábado, 3 de maio de 2025
Tive um apagão
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