terça-feira, 23 de março de 2021

Meu caro país, escrevo-te pela tua cultura doente...

Encontrava-me no conforto do meu quarto, preparado para ouvir a minha habitual “música”, quando dou por mim a encarar um dos grandes símbolos do povo português, para os mais distraídos não estou a falar do Cristiano Ronaldo, esse grande homem dá nos muito reconhecimento, mas não é ele que mostra a nossa cultura, a nossa essência, o nosso Portugal, pode dizer-se que ele é um verdadeiro pai, um dos pais da nossa cultura, ainda não chegaram lá? Então eu digo-vos estou a mencionar o Pai do fado, Carlos do Carmo.

Para ser sincero, eu era um ignorante por não saber quem era o Carlos do Carmo, já tinha tido o prazer de ouvir a sua voz, que acalma qualquer um que a oiça, este senhor elevou e enriqueceu a nossa cultura, desculpem não era cultura que queria dizer a melhor palavra é Pátria. Sinto que não lhe foi dado o devido valor por nós amantes de Portugal e da música.

 Eu e todos os portugueses preferem dar atenção a pessoas que realmente não merecem e que por nós nada fazem sem ser enriquecer e fazer-nos esquecer quem realmente merece, ele hoje não está entre nós, sinto uma dor por não lhe ter dado o reconhecimento que realmente ele merecia. Só depois de falecer é que nos lembramos que ele existia, agora que morreu todas as pessoas choram por ele, mas será que em vida lhe demos assim tanto valor que merecia?

 — Pois na minha opinião não, nós esquecermo-nos muitas vezes de quem tanto deu ao nosso país, nesta até somos semelhantes ao André Ventura, passo a explicar os portugueses esquecessem das pessoas que elevam o nome de Portugal e o André Ventura esquece sempre do bom senso em casa. Voltando realmente ao que é importante temos de mudar o chip, começar a dar valor aos méritos e não aos fracassos, a grande maioria dos portugueses prefere estar a frente de uma televisão a julgar, a difamar e há grande maioria a despejar ódio, frustrações nas redes sociais já chega! Vou dar-vos um exemplo num dos últimos concertos do pai do fado perdeu em audiências para programas de Reality Show, onde muitas vezes criticamos produções, apresentadores, concorrentes e depois no fim vamos para as redes sociais julgar e rebaixar as outras pessoas, agora o que se ganha a rebaixar os outros? Felicidade? Alegria? Serás alguém melhor?

Nada em nada acrescenta na tua vida, podes até podes ser ultra-híper-mega rico, mas até eu que não tenho nada, apenas tenho muito para crescer e aprender, ser um pobre com orgulho, estarei mais perto da felicidade. Com isto tudo seremos mais felizes se dermos mais valor e importância as conquistas e êxitos, quem é que não gosta de ver amigos ou mesmo pessoas que não conhecemos a alcançarem os seus sonhos? Eu não conquistei nada mas sinto um orgulho imenso de ver pessoas a triunfar, se forem portugueses melhor, porque o êxito deles também é meu, quem que não ficou orgulhoso quando a  UNESCO considerou o fado como Património Imaterial da Humanidade, muito se deveu aos fadistas e ao seu pai, quando em 1998, José Saramago que venceu o premio Nobel da Literatura, não foram vitorias deles foram vitorias do nosso povo lusitano. Orgulha-se da vida, orgulham-se de nós portugueses.

 Estou desapontado comigo mesmo devido a ser jovem e ter muita vida pela frente  e até agora não ter feito nada  para manter na memoria o nosso “herói esquecido”  mas sou eu e tu mesmo que estás a ler este texto, que podemos mudar e dar valor a nossa cultura e não valorizarmos só o que vem de fora. Como fazemos para manter e a nossa cultura? -Bem a parte mais fácil é transmitirmos as próximas gerações tal como a minha avó fez comigo. Começarmos a dar valor a pessoas como Carlos do Carmo, o resto é apenas termos orgulho e valorizarmos o que é nacional.



1 comentário:

  1. É uma reflexão sobre a sociedade -juventude de hoje.
    Parabéns pelo acto e pela auto crítica enquanto jovem.que este texto consiga "acordar os jovens para a cultura e para o que é Nacional.

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