Quando saímos da nossa zona de conforto tornamo-nos por
vezes mais sensíveis, o facto de irmos para um lugar que nos é estranho e
ficarmos longe dos nossos familiares e amigos, de deixarmos de ter a nossa
rotina que estamos habituados, acaba por deixar as nossas emoções à flor da
pele.
Posso falar por mim. Quando fui para Portalegre, no início
foi estranho, muito estranho. Caí lá de para-quedas, foi tudo tão rápido, que
nem tive tempo de processar bem. Acabei por dar por mim já no quarto da
residência, a pensar “o que estou a fazer à minha vida?”, “será que estou a
fazer bem vir para tão longe?”. Depois de me passarem mil e uma questões pela cabeça,
é que finalmente caí em mim e pensei “consegui entrar para a universidade “. No
meio de tanta coisa que tinha para tratar, acabei por nem festejar, até porque
nem era a minha primeira opção, nem nunca pensei ficar em Portalegre. Mas ali
estava eu, mais ansioso que nunca, sozinho no quarto, com receio de sair, de
não me conseguir adaptar e de não conseguir fazer amizades. Os primeiros dias
não foram fáceis, estar longe dos meus, o facto de já não estar na minha zona
de conforto, “na minha bolha” da qual pensei que não iria sair tão cedo. Ao
início é difícil acostumarmo-nos a algo diferente, novo e custa, mas acaba por
nos fazer crescer e tornarmo-nos independentes. Não podemos viver sempre
debaixo da saia das nossas mães, não é verdade? Temos que evoluir e
habituarmo-nos a fazer tudo sozinhos, sem precisarmos dos nossos pais. Não
podemos depender sempre deles, temos que nos desenrascar, já passou a altura em
que tínhamos um encarregado de educação. Agora o encarregado de educação somos
nós, temos que cuidar de nós próprios e fazermo-nos à vida.
Não tenham medo do desconhecido,
sairmos da nossa zona de conforto não tem que ser algo mau, pelo contrário, faz
nos crescer e ganhar novas experiências, faz nos ver do que somos capazes de
fazer sozinhos e ajuda-nos a ultrapassar os nossos medos. Por isso não tenham receio
de arriscar!
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