domingo, 23 de maio de 2021

As nossas vidas - II

      Necessitando de muito esforço para formar esta conversa, ainda por cima passando por um momento desagradável, para mim a alegria não é quando há falta de tristeza, como uma criança que abre um sorriso inocente quando vê uma pessoa a tropeçar na rua, de qualquer forma a pessoa contribuiu pelo sorriso da criança. A mãe que fica feliz com o filho por ele ter tirado as melhores notas na frequência e a menina que fica a gargalhar por ter lembrado de alguns acontecimentos engraçados do passado. 

      Já reparaste que nunca estamos satisfeitos, queremos sempre mais e mais, apreciamos sempre algo que nunca teremos e nem sempre é algo que é da nossa necessidade básica, enquanto que há pessoas que precisam do básico, e nós procuramos por bens só para alimentar o nosso prazer de tê-lo. Pensamos que temos que morar numa casa grande para ser feliz, ter um carro do ano, ter muito dinheiro, ir à festa todas as sextas feiras. Pois bem, isso não é um real significado de felicidade. 

     Que tal fazermos algo de coração, sem pensar sempre em receber, como diz um ditado: é dando que se recebe. De certeza depois de fazer um bem, vais sentir uma enorme felicidade dentro de si, só pelo facto de ver o outro feliz. Ser feliz é saber lidar com o pouco que temos, sentir feliz em ver o outro feliz, encarrar a realidade e a simplicidade das coisas, ter a humildade e reconhecer que a vida não é feita de coisas que carregamos, guardamos e possuímos 

 

A felicidade está na nossa cabeça e não nos bolsos. 


 




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