Estava aqui a pensar num tema para escrever na minha última crónica, pelo
menos por agora, e pensei, o que pode ser melhor que uma despedida? Então sim,
nesta crónica irei me despedir de vocês e falar sobre o quão difíceis as
despedidas conseguem ser.
Porque é que as despedidas são sempre ou quase sempre difíceis?
No momento em que estamos a nos despedir de alguém até parece que não
conseguimos viver sem aquela pessoa, é sempre um momento triste. Lembro-me da
despedida da minha família quando tive de vir para Portalegre, descrevo aquilo
como um mar de lágrimas vindos da minha mãe e da minha irmã, e um peso no
coração deixado ao meu pai. Confesso, acho as despedidas um pouco picuinhas, isto
até pode parecer um pouco “frio”, mas se pensarem bem, as despedidas são
formadas por, alguém que vai fazer a sua viagem, muito geralmente feliz, e por
outras pessoas que não saem de terra a chorar ou extremamente tristes porque
aquela pessoa vai sair de casa para ir 1 semana a Espanha, por exemplo. Ok,
estou a perecer contraditória, calma, eu explico, sim, eu também acho as
despedidas tristes e difíceis, mas acho-as picuinhas porque as pessoas ficam
ali à beira da pista de aterragem a ver a pessoa a entrar no avião, enquanto
choram ou entristecem, isto para mim não faz sentido, uma despedida devia ser algo
rápido, deixamos a pessoa no aeroporto e vamos embora, não há necessidade de
nos massacrar e ficar ali a observar a pessoa a subir as escadas até ao avião.
E agora vem a minha despedida, pelos vistos esta pode
ser a última vez que vos escrevo algo, não vou mentir, estava a ficar sem
ideias, mas gostei imenso da experiência de ter de publicar crónicas num
blogue, acabei por descobrir que até sei escrever crónicas, a início achava que
não ia conseguir, nunca tinha escrito crónicas, nunca tinha publicado assim de
2 em 2 semanas algo, acabou por ser uma amostra do que pode vir a ser o meu
emprego no futuro. E assim despeço-me com a minha última crónica, até uma
próxima.
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