sábado, 19 de junho de 2021

Malditas escadas rolantes!

 Se eu vos disser que o meu maior trauma, foi na passagem de ano de 2019, numas escadas rolantes, acreditam? Vou-vos contar!

Levantei-me radiante, porque pela primeira vez, ia passar o ano ao som da melhor banda (para mim, obviamente), os Amor Electro, em Albufeira! Preparei as malas, porque íamos passar lá a noite, almocei e já estava numa ansiedade enorme, como fico sempre quando é dia de concerto. O meu pai estava a trabalhar e saía às 16h, mas atrasaram-se e só chegou a casa às 18h. Eu já estava numa pilha de nervos, porque quero estar sempre na primeira fila e já tinha visto no Instagram muita gente perto do palco.

Começamos a viagem, do Barreiro para Albufeira. Fui as 2h sempre a cantar e a tentar não pensar no tempo da viagem porque sempre que me lembrava começava a stressar e amigos meus, fãs dos Amor Electro que já lá estavam, mandavam-me mensagem a perguntar onde é que eu andava. Pior ficava! Entretanto pedi para me guardarem lugar e fiquei mais calma.

Finalmente tínhamos chegado, mais ou menos por volta das 21h, e ainda fomos ao alojamento onde íamos ficar a fazer o check in, onde também houve um problema porque a minha irmã não tinha trazido o cartão de cidadão, mas ligámos para a minha mãe e resolveu-se. Mais uns 20 minutos perdidos, mas rapidamente nos metemos no local do concerto.

Já devem estar a pensar que não fui ao concerto por cauda de umas escadas rolantes, mas fui, e foi maravilhoso e um concerto inesquecível. Pelos dois lados, o bom e o mau. O bom foi o concerto, o mau é o que vos vou contar a seguir!

O concerto acabou, estive ainda a conviver com a malta e a falar sobre o espetáculo e sobre a nossa vida também, e depois por volta quase da 1h da manhã, creio eu, fui-me embora porque o meu pai já estava à minha espera. Em Albufeira estavam milhares de pessoas e para quem sabe, há umas escadas rolantes com acesso à praia. Estava eu e a minha irmã na multidão, quando vemos as escadas rolantes e pensámos ser o caminho mais rápido, até porque não sabia de outro caminho… já estamos a subir as escadas rolantes, quando se dá a queda.

Foi terrível, começo por ver as pessoas que estão à minha frente a rebolar e, entretanto, já estou eu também a fazer uma força descomunal para não ir por ali abaixo. Lembro-me de ter ficado em cima da perna de um senhor que estava à minha frente e de lhe ter tirado o sapato. A minha irmã estava atrás de mim e foi ela que impediu que eu fosse a rebolar mais porque, para além de estar a fazer força por ela, estava a empurrar-me para cima. Só se ouviam gritos, ambulâncias e policias. Poucos minutos depois, desligaram as escadas rolantes e começámos a subir como umas escadas normais. Ainda fiquei com os dedos tortos durante alguns minutos da força que fiz no corrimão!

Estava a tremer por todo o lado, cheguei perto do meu pai, que não se apercebeu de nada, então contei-lhe, mas não se manifestou muito. Só se riu!  Agora também me riu, mas na altura…valha-me deus. Entretanto fomos para casa e adivinhem o que eu fiz!? Fui beber para esquecer. Bebi tanto, comi pouco mas estava cheia de fome porque fui direta para o concerto sem jantar, e então a bebida bateu mais. Ainda por cima estava com o meu pai, olhem só a vergonha. Juro que não sei o que me deu. No dia seguinte, uma ressaca descomunal, ainda por cima tínhamos de sair até ao 12h do alojamento e tinha a viagem de regresso, que foi a mais longa da minha vida, e ia para casa da minha mãe com a família toda da parte dela para o almoço do primeiro dia do ano. De ressaca!

Sim, eu estou ali no meio! 





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