sábado, 11 de junho de 2022

Felicidade?

Afinal o que é a felicidade? O que é ser feliz? Dizem haver todo um conceito daquilo a que chamamos de felicidade, que é o estado de quem é feliz, dizem ser uma sensação de bem-estar e contentamento, mas contentamento porque? Porque ganhei o jackpot? Porque ganhei um carro? Porque acabei de casar? Porque ganhei um emprego novo ou acabei a faculdade? Sim, não vou estar a mentir isso sem dúvida trás todo um misto de emoções, senti-mos toda uma felicidade a flor da pele, mas ser feliz não é só isso. 

Eu posso viver cheia de defeitos, posso viver ansiosa, posso viver a irritar todos aqueles que vivem a minha volta, mas nunca me vou esquecer que a minha vida é a maior empresa do mundo e que eu não a posso deixar ir a falência.

Gostaria que se lembrassem que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem esgotamentos, relacionamentos sem desilusões.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se o autor da sua própria história. 

Ser feliz é encontrar forças no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo.

Ser feliz não é só valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições com os fracassos.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. E ter segurança para receber uma crítica, mesmo que ela possa ser injusta.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que vive dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter coragem para dizer “desculpa”. É ter sensibilidade para conseguir expressar o quanto “eu preciso de ti”. É ter capacidade de dizer “amo-te”.

Ser feliz é agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Admiro a terra, quero-a, sempre gostei dela. Sempre me senti feliz por estar vivo: apesar da guerra, das más notícias, não sou capaz de matar em mim a simples alegria de viver. Afinal nos estamos todos a viajar no tempo, e sem dúvida o melhor que podemos fazer é apreciar esta incrível jornada.


Miriam Ferreira

2º ano Jornalismo e Comunicação

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