segunda-feira, 12 de junho de 2023

Educação Deseducada

No decorrer da nossa aprendizagem escolar, naquela que é a nossa pequenez mais pequenina, a sinceridade inerente a uma criança sai-nos muitas das vezes pela boca antes sequer de mostrar-mos os dentes. Mas se há frase que ouvimos com frequência ser dita pela pequenada, seja de que geração for é algo similar ao conhecidíssimo “ Mas para que é que eu vou usar isto na minha vida?” ou um “Eu mais nunca vou usar isto na minha vida”.

Se pararmos para pensar, esta afirmação da criançada, e por vezes da criançada mais graúda, parece pouco fundamentada e facilmente escrutinável, uma vez que o ensino tenta abranger um lote extenso de conteúdos que possam vir a ser uteis na restante formação futura das crianças ou até mesmo no mercado de trabalho.

Contudo (e apenas exemplificando), dada a precariedade que o nosso pais faz florar, torna se útil para um jovem acabado de chegar ao mercado de trabalho saber emitir um recibo verde ou realizar um depósito bancário.

Apesar de em certa parte, o ensino auxiliar parte do que é fulcral uma criança aprender, como por exemplo fazer divisões com dois números no divisor, é a meu ver mais útil dar a conhecer aos jovens certos conceitos básicos no que diz respeito às suas finanças do que saber decor e salteado todos os tipos de rochas presentes na esfera terrestre.

O ensino português mostra-se cada vez mais desadequado para certas questões da vida adulta e isso verifica-se até pelo facto de 60 por cento dos jovens procurarem auxílio para solucionar as questões financeiras na internet. O desconhecimento dos jovens no que diz respeito a esta matéria é cada vez mais evidente.

Para além de ensinar ao jovem que dois mais quatro são seis para poderem contar os seus trocos, também é necessário aconselha-los com vista a que estes desenvolvam uma vida financeira saudável  e sobretudo informada, para não deixar fugir as moedas.







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