No decorrer da nossa aprendizagem escolar, naquela que é a nossa pequenez mais pequenina, a sinceridade inerente a uma criança sai-nos muitas das vezes pela boca antes sequer de mostrar-mos os dentes. Mas se há frase que ouvimos com frequência ser dita pela pequenada, seja de que geração for é algo similar ao conhecidíssimo “ Mas para que é que eu vou usar isto na minha vida?” ou um “Eu mais nunca vou usar isto na minha vida”.
Se pararmos para pensar, esta
afirmação da criançada, e por vezes da criançada mais graúda, parece pouco
fundamentada e facilmente escrutinável, uma vez que o ensino tenta abranger um
lote extenso de conteúdos que possam vir a ser uteis na restante formação futura
das crianças ou até mesmo no mercado de trabalho.
Contudo (e apenas exemplificando),
dada a precariedade que o nosso pais faz florar, torna se útil para um jovem acabado
de chegar ao mercado de trabalho saber emitir um recibo verde ou realizar um
depósito bancário.
Apesar de em certa parte, o ensino
auxiliar parte do que é fulcral uma criança aprender, como por exemplo fazer
divisões com dois números no divisor, é a meu ver mais útil dar a conhecer aos jovens
certos conceitos básicos no que diz respeito às suas finanças do que saber
decor e salteado todos os tipos de rochas presentes na esfera terrestre.
O ensino português mostra-se cada
vez mais desadequado para certas questões da vida adulta e isso verifica-se até
pelo facto de 60 por cento dos jovens procurarem auxílio para solucionar as
questões financeiras na internet. O desconhecimento dos jovens no que diz
respeito a esta matéria é cada vez mais evidente.
Para além de ensinar ao jovem que
dois mais quatro são seis para poderem contar os seus trocos, também é
necessário aconselha-los com vista a que estes desenvolvam uma vida financeira saudável
e sobretudo informada, para não deixar
fugir as moedas.

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