A juventude é uma fase que passa pela vida de todos, nos mais novos é o agora e parece que nunca mais acaba, nos mais velhos é a saudade de tempos que nunca mais vão voltar e que parecem que foram à milhares de anos.
Os jovens quando estão a viver a
juventude costumam andar com um misto de emoções, ora num dia estão felizes
porque a sua maior preocupação é tentarem ficar na mesma mesa que o “cromo” da
turma no teste de matemática, ora no outro estão a discutir com os pais que
querem ir sair com os amigos à noite e os pais não os deixam porque da ultima
vez que os deixaram sair de casa com os amigos fizeram coisas que não deviam,
como fumar, beber, andar à briga; “gaiatos, o que é que se há de fazer”, isto
era o que dizia a minha mãe, quer dizer, é o que ela diz que eu ainda estou na
juventude que tento aproveitar ao máximo porque sei que estes tempos cada vez
mais estão perto de mudar e que a vida de adulto se está a aproximar.
Agora os adultos olham para a
juventude com um sentimento de saudade e que se pudessem voltar atrás nem
pensavam duas vezes, e como é que eu sei disso se ainda no parágrafo anterior
vos disse que ainda estou a viver a minha juventude, bem, existem dois motivos
para isso, o primeiro é todas as histórias que os meus pais já me contaram de
quando eram novos, de todas as suas aventuras em tempos que não haviam
telemóveis, nem redes sociais em que só haviam duas maneiras de se encontrarem,
ou iam bater à porta onde moravam ou achavam-se todos na rua, porque já estava
no “relógio” deles que às certas horas era para estarem todos ao pé do café do
bairro para irem todos brincar, como é que eu sei que eles têm saudades disto,
perguntam vocês, não é pela maneira como me contam as suas histórias de quando
eram novos mas sim da maneira que os olhos deles reluzem quando as estão a
contar, é como se estivessem a voltar trinta e muitos anos atrás. A outra é
porque apesar de eu ainda ser jovem e ainda estar a viver a minha juventude, eu
sei que esses tempos estão se a esgotar e que mais cedo do que tarde vou ter
que viver a “vida adulta” e que provavelmente não irei mais poder ser um jovem
a viver a sua juventude, em que a minha maior preocupação é saber com os meus
amigos quando é que vou sair à noite ou quando é que é para entregar um
trabalho com vinte páginas e depois descobrir que só vou ter uma semana para o
fazer.
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