Amar, dizem, que é coisa de sorte. Talvez seja. Mas também é coisa de teimosia. Porque amar não é só o riso fácil e as promessas feitas à pressa. Amar é aguentar as tempestades, navegar entre as mágoas e aprender a reconstruir os pedaços quando tudo parece estar a desmoronar. Amar não é definitivamente um mar de rosas.
O amor pode-se encontrar em tantas formas possíveis. Contudo, eu acho que é colocado na sociedade a ideia de que é necessário ter um namorado para nos sentirmos totalmente amados e completos. Mas ao longo desta curta caminhada que percorri, de que chamamos vida, eu apercebi-me que o amor não está no ponto de termos um namorado ou uma namorada, o amor está em todo o lado. O amor não só acontece nos momentos grandes, intensos, quase épicos. A verdade é que este habita maioritariamente nas pequenas coisas. Encontra-se no estar presente, mesmo quando a presença é só um olhar cúmplice.
O amor é muita coisa. Vivemos tempos de tanto barulho, tantas vozes a gritar o que é o amor e como deve ser vivido, mas na verdade é que cada um o vive à sua maneira. E talvez o segredo esteja mesmo nesse ponto, no respeito pelo ritmo do outro, na paciência que se constrói lentamente e na compreensão de que amar não é só sentir, mas também escolher.
Temos sempre uma tendência para acelerar tudo nesta vida, mas talvez esteja na hora de desacelerar, de dar tempo ao tempo, e deixar que o amor faça o seu trabalho. Porque, na pressa de viver, corremos o risco de esquecer como se ama. E o amor, esse teimoso, não merece ser esquecido.
Sem comentários:
Enviar um comentário