Mergulhada num mar de algodão e pano , sinto o meu corpo quentinho, dentro de um sonho qualquer que parece ser mais interessante que a minha própria realidade . Acordo com o som tedioso e irritante do meu despertador , hora de levantar e começar mais um dia.
A minha vida tem a cor de uma tarde de terça feira . Não é o glamour da sexta feira e nem da nublada segunda feira é apenas um fastio. Acordo cedo, não para admirar o raiar do sol mas sim porque tenho que ir ao ecossistema da mochila pesada . A vida de uma universitária é como viver em uma simulação dentro de um presídio de segurança máxima, onde temos de calcular com precisão cada movimento.
Na Universidade do saber , a disciplina mais difícil não é o calculo ou as línguas é a manutenção do encanto diante do que se repete diariamente. De viver semana após semana as mesmas coisas o mesmo desprazer de la estar e ser recompensada com dias mais felizes uma vez por mês.
Onde o diploma da vida comum não esta gravada num pergaminho , mas sim nas olheiras de quem aprendeu que ser constante é uma forma de coragem. Aprender cedo que desistir não é uma das opções e que devemos continuar a lutar .
Viver no automático é como uma aula , onde voce ja sabe todas as falas do professor e o verdadeiro desafio é não dormir antes do toque de recolher .
Lá estava eu , mais uma vez, matriculado na universidade da rotina . Sem exames finais, sem ferias de verão , apenas a matéria contínua de existir dentro de paredes que já conheciam todos os meus bocejos . Enquanto isso observo a vida de todos ao meu redor e como suas vidas parecem mais organizadas que a minha e de alguma forma , ao qual , não sei explicar trás um certo sentimento de conforto. Estou exatamente onde quero estar.
E assim encerra mais uma semana , onde a esperança de dias melhores esta por vir .
Arlinda do Rosário.
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