terça-feira, 21 de abril de 2026

Entre amores e desamores...

   Toda a gente diz que o amor é das melhores sensações que existe no mundo, mas por vezes, esquecem-se que também é ele que dá mais trabalho. Um dia parece que estamos nas nuvens porque recebemos aquela mensagem que já estávamos à espera há algum tempo, e no dia seguinte estamos no fundo do poço porque parece que tudo deu para o torto sem qualquer tipo de explicação.

  O amor é tramado porque não é um conto de fadas como consta nos livros. Começa tudo muito bem, um amor vivido num mar de rosas, com aquelas borboletas vibrantes na barriga  e a grande vontade de estar constantemente com aquela pessoa. Parece que o mundo tem mais cor e até as simples músicas que ouvimos no carro quando estamos a ir para a escola, passam a fazer sentido. É a fase do amor onde tudo corre bem e pensamos que vai durar para sempre, mas enganamos.

 Entretanto vem a fase negativa, o "desamor" e, essa fase, ninguém nos ensina a aguentar nem a superar. Percebemos que as pessoas por vezes, não são aquilo que idealizamos, e que às vezes gostar muito de alguém não é suficiente para que a relação entre ambos funcione.

  O pior, é hoje em dia, parecer que tudo na vida é alhos e bogalhos. Se não dá com um/a, tenta-se com outro/a, como se as pessoas fossem descartáveis. Mas todos nós somos seres vivos racionais, com cabeça, membros e pés e, o nosso coração não é uma máquina com botões que se desliga quando nós queremos. Amar e desamar faz parte do nosso crescimento como pessoas, porque é nas rasteiras do amor, que o próprio coração nos diz o que nós realmente valemos e que não dependemos de ninguém para viver.

 No fim de contas, acho que preferimos sofrer o risco de um desamor do que a seca de nunca temos sentido nada. Porque, por muito que doa, são esses altos e baixos que nos fazem sentir heróis.

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