Estava a ver uma live, numa rede social, sobre a candidatura de Coimbra, a capital europeia da cultura 2027 e deu-me inspiração para vir escrever sobre a cultura e os tempos em que vivemos.
Com este vírus o setor cultural é dos que mais foi afetado. Sabiam que o setor musical, em toda a Europa, teve uma quebra de 75% de receitas e que os efeitos negativos poderão manter-se durante uma década? Números devastadores!
Em Portugal há apoios do Governo, mas são poucos e parece que não estão minimamente interessados no que toca a este assunto da cultura. Sabem a quantidade de artistas que estão parados há meses? E técnicos? Que muitas vezes não os vemos porque estão atrás das máquinas fotográficas a tirar fotos e a fazer vídeos ou estão a tratar das luzes ou dos sons para que o que iremos assistir esteja perfeito.
Depois temos também pessoas que são contra os apoios, que já são mínimos, e outras que não percebem o porquê de reabrirem as salas de espetáculos. Que é sem cabimento nenhum. Numa esplanada o bicho não vem, mas a um concerto já é outra história. Eu falo por experiência própria, no verão do ano passado fui a 4 concertos e em todos foi-me medida a febre, mandaram-me desinfetar os sapatos e as mãos e não me pude sentar lado a lado de pessoas da minha própria família e também já fui, obviamente, a uma esplanada e a única coisa que fiz foi a desinfeção das mãos. Agora expliquem-me o porquê de não ser seguro se é, praticamente a mesma coisa?
A cultura é precisa. A nossa personalidade, os nossos gostos diversificados são baseados no que vemos, a onde vamos, no que ouvimos. O que seriamos de nós sem música, sem livros, sem entretenimento,...? Eu seria certamente muito triste e com muito menos conhecimento.
Por enquanto a única ajuda é digital, através das novas tecnologias mas quando reabrir, com consciência, claro, não tenham medo e vão ao teatro, a museus, comprem bilhetes de cinema e de concertos. A cultura precisa de nós, imensas pessoas do setor precisam do nosso apoio, a cultura não pode ser adiada. A cultura define um povo, as suas tradições e quem nós somos. A cultura é segura!
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