Solidão
Introspetiva
Por vezes as pessoas
habituam-se tanto a ter a companhia de outras que se esquecem de tirar aquele
tempinho para si, aquele tempinho que não sabíamos que precisávamos, aquele
tempinho onde nos pomos a pensar na vida e nas suas voltas e reviravoltas, e
pensamos no quão estranha ela é, na verdade, e sem querer, estabelecemos um
tempo de antena equilibrado na nossa cabeça entre o passado, presente e futuro.
São tantas as matérias em que pensamos que às
tantas não vemos nexo nestas, começamos a pensar naquele primeiro dia de escola
do quinto ano onde podíamos ter feito mais amigos do que o que fizemos, embora
a meio do primeiro período já conhecêssemos a escola inteira, e quando damos
por nós, já estamos a pensar naquela coca-cola que entornámos por cima daquela
nossa vizinha no café da esquina quando tínhamos dezasseis anos, e sem
relacionamento nenhum, lembramo-nos que no dia seguinte temos de entregar
aquela trabalho de faculdade que andamos a fazer há já algum tempo e nos
tínhamos esquecido, a esta altura dá nos aquele clique para começar a fazer algo
produtivo e sentimo-nos os maiores por nos termos lembrado de algo importante
na nossa vida, pode parecer insignificante, mas é um sentimento de felicidade momentâneo
inigualável, semelhante àquele de quando voltamos a ver a família após termos
estado muito tempo fora. A frase que mais vem á cabeça quando estamos sozinhos
é a típica, “mais vale sozinho que mal acompanhado”, uma frase que todos
deveriam levar mais a sério porque, no dia a dia é utilizada tão banalmente que
acabamos por nem prestar atenção ao seu significado, e é nestes momentos em que
estamos sozinhos que realmente a percebemos, se existem pessoas que não fazem
sobressair o melhor de ti, o melhor a fazer é não estares com elas, mas também
existem aquelas pessoas que te deixam tão à vontade que podes ser quem és
realmente sem estares condicionado/a, é ao pé dessas pessoas que devemos estar.
Agora com outra idade e
outras responsabilidades, damos mais valor ao tempo que passamos sozinhos, simplesmente
porque aquele fim de semana passado em Portalegre, sem contacto com amigos e família,
nos fez pensar no que realmente importa, as pessoas que realmente gostam de nós
e as metas às quais nos comprometemos a alcançar.

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